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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Símbolos

Símbolos Auspiciosos

O Guarda-sol

Simboliza toda a atividade de preservação voltada a todos os seres,

contra a doença, contra agressão, contra forças ameaçadoras,

obstáculos e tudo o mais nesta existência.

O Peixe Dourado

O peixe representa a emancipação de uma consciência

individual de todo sofrimento, a qual conseqüentemente

leva à futura libertação espiritual.

O Vaso Do Tesouro

Simboliza longa vida,

saúde e prosperidade.

O Lótus Branco

Simboliza pureza de corpo,

discurso e mente e o florescimento das

ações na liberação da felicidade.

A Concha Dextrógira

A concha simboliza a difusão dos

ensinamentos do Dharma e o

despertar do sono da ignorância.

O Nó Sem Fim

Um diagrama geométrico que simboliza a

unidade da sabedoria e grande compaixão,

e o caráter ilusório do tempo.

O Estandarte de Vitória

A bandeira marca a vitória das doutrinas

positivas sobre a morte, a ignorância e todas

as negatividades deste mundo.

Roda Do Dharma

Representa o Dharma e a própria iluminação,

a roda simboliza o evoluir da Lei Universal e dos

ensinamentos dos iluminados, em teoria e prática.



Coração Radiante


Símbolo milenar Tibetano, mostra um coração brilhante,
no centro de um lótus de oito pétalas. Representa o poder do coração compassivo, que ilumina o caminho espiritual, representa a luz interior dos sentimentos puros e compassivos, sem os quais, a vida espiritual é vazia e sem sentido.



Animais Sagrados

Os diversos povos da Índia tiveram em comum a fascinação e o respeito pelos animais. Os hindus, budistas e jainas consideravam todas as formas de vida como igualmente importantes, pois as julgavam encarnações de uma energia ou força vital única. Acreditavam que quando uma pessoa morria essa energia era reencarnada em alguma outra forma.

Matar um ser vivo era inadmissível. Até um inseto poderia ser vitalizado pela alma de um antepassado ou amigo. Em uma forma ainda mais forte de expressar esse sentimento pelos animais, a mitologia hindu dotou os deuses de atributos animais.

As Aves

Para os antigos indianos, as aves a voar alto no céu eram uma fonte de inspiração. Associavam-nas muitas vezes com o sol. Com o desenvolvimento do hinduísmo, o poder do sol foi representado por um ser mitológico meio homem, meio ave, chamado Garuda. Milhares de anos depois, alguns imperadores mulçumanos da Índia se interessaram tanto por aves que mandavam buscar as variedades incomuns das terras distantes e determinavam aos seus pintores e escultores que as reproduzissem com realismo.

Os Macacos 

De acordo com um velho mito hindu, um exército de macacos ajudou um dia o lendário herói Rama a salvar sua mulher do demônio Ravana. Como Rama era um avatar de Vishnu, os macacos foram desde então festejados. As fábulas em que os macacos pensam e falam para expor uma lição de moral também fazem parte da educação de todo o menino de origem nobre do país. Os macacos eram animais de estimação de muito desses nobres ou era um dos muitos animais pertencentes aos zoológicos do rajás.

 O Gado Bovino  

Essa tem sido a espécie mais essencial da Índia. Para o hindu, a veneração da vaca faz parte integrante da vida e tem raízes tradicionais profundas. Entretanto, as vacas não são realmente sagradas, a religião hindu só proíbe a matança desses animais.
Para os hindus os touros é que são os animais sagrados. Símbolo da procriação desde os tempos pré-históricos, os touros eram também associados ao deus Shiva, sendo esculpido em seus templos.

 Os Elefantes  

Segundo a mitologia hindu, os primeiros elefantes do mundo possuíam asas e brincavam com as nuvens. Mas um dia, um grupo de elefantes pousou nos galhos de uma árvore debaixo da qual um santo asceta falava a seus discípulos.
Os galhos se quebraram e os elefantes caíram em cima dos discípulos matando vários deles. O santo homem ficou tão zangado que pediu aos deuses que tirassem as asas dos elefantes.
Os elefantes, mesmo sem asas continuaram a ser amigos das nuvens e a ter o poder de pedir que elas tragam as chuvas, por isso os elefantes são ainda hoje venerados na Índia. Os elefantes brancos, além de tudo, são considerados símbolo de boa sorte.



Roda do Dharma


Símbolo do "Dharma", a lei universal e espiritual.
Seus raios representam o Nobre Caminho de Oito Vias.
Em seu centro está o Duplo Dorje, o símbolo
do poder soberano da mente universal, eterna e indestrutível.



Roda da Vida



A Roda da Vida (sânsc. Bhavachakra) foi criada pela extinta escola Sarvastivada, precursora do buddhismo Mahayana. Esta ilustração, muito comum no buddhismo tibetano, é uma representação simbólica da impermanência, dos doze elos da existência interdependente, dos seis reinos da existência cíclica e dos venenos da mente.
A assustadora figura que segura a roda é Yama,

O demônio da morte da mitologia indiana. Aqui, sua terrível presença simboliza a impermanência:
nenhum ser vivo pode escapar de suas garras.

Na borda da roda, doze ilustrações representam os elos da existência condicionada

Uma mulher cega, que não consegue ver a natureza verdadeira, representa a ignorância;

Um homem fazendo um pote representa a vontade;

Um macaco pulando de galho em galho representa a consciência;

Um barco com duas pessoas representa o nome-e-forma;

Uma casa com seis janelas representa o conjunto dos seis sentidos;

Um casal se abraçando representa o contato;

Um homem com um olho ferido por uma flecha representa a sensação;

Um homem tomando bebida alcoólica representa o desejo;

Um homem ou um macaco agarrando uma fruta representa o apego;

Uma mulher grávida representa a existência;

Uma mulher dando à luz representa o nascimento;

Uma pessoa carregando um cadáver representa a velhice-e-morte.

A parte principal da roda é dividida em seis partes, representando os seis reinos da existência cíclica (sânsc. samsara). Na parte de baixo, estão os três reinos inferiores: os seres do inferno (sânsc. naraka), os espíritos carentes ou fantasmas famintos (sânsc. preta) e os animais (sânsc. tiryak). Na parte de cima, estão os três reinos superiores: os deuses (sânsc. deva), os semi-deuses ou titãs (sânsc. asura) e os humanos (sânsc. manushya).


Religiões

Hinduismo

Tendo sua origem remontada ao ano de 1500 a . C., a religião hinduísta foi estabelecida pelos invasores arianos da Índia. Os textos védicos antigos descreviam um universo cercado de água. No período dos arianos, ou árias (homens), a explicação de suas divisões sociais era encontrada nos Vedas: da cabeça do deus primordial saíram os brâmanes (casta social dominante), dos braços saíram os guerreiros, das pernas os produtores e dos pés os servos (não-árias, ou "não-homens"). O mundo, conforme a concepção desta época, foi formado a partir da organização, por força divina, de um caos preexistente.
No sistema religioso hinduísta atual há uma série de ramificações, que geraram crenças e práticas diversas, assim como há muitos deuses e muitas seitas de diversas características. O Hinduísmo tem sua ênfase no que seria o modo correto do viver (dharma). Os cultos hinduístas são realizados tanto em templos e congregações quanto podem ser domésticos. A cerimônia mais comumente realizada é relativa à oração (puja). A palavra "Om", representa a vibração original, uma vibração que transcende o início, o meio e o fim de todas as coisas, vinculando-se, desta maneira, à imagem da própria divindade. Os códigos sagrados do Hinduísmo são: os Vedas, consistindo em escrituras que incluem canções, hinos, dizeres e ensinamentos; o Smriti, escrituras tradicionais que incluem o Ramayana, o Mahabarata, e o Bhagavadgita.
O Hinduísmo é a religião atualmente predominante na Índia (pouco mais de 80% da população).


Islamismo

Segundo dados estatísticos, o Islamismo é a religião que mais rapidamente ganha adeptos na atualidade. A origem do Islamismo é remontada ao século VII d. C. com as revelações de Alá ao profeta Maomé. A religião reconhece Alá como seu único deus, assim como reconhece em Maomé o legítimo profeta de seu deus. Os textos sagrados islâmicos são: o Alcorão, obra que contém as revelações de Alá a Maomé; o Hadith, contendo os pensamentos e as ações de Maomé; o Sunnah, conjunto de regras de conduta a ser seguido pelos islâmicos.
Duas vertentes são reconhecidas no Islamismo : os sunitas (o maior e mais ortodoxo grupo islâmico, constituindo maioria religiosa em países como o Iêmen e a Arábia Saudita, entre muitos outros) reconhecem a sucessão de Maomé por Abu Bakr e pelos três califas que o seguiram; os xiitas reconhecem a sucessão de Maomé por Ali, seu sobrinho. Os símbolos mais importantes para os islâmicos são a família e a mesquita, os elementos centrais da vida dos seguidores do Islamismo. As práticas religiosas são fundamentais, como por exemplo as cinco preces diárias a Alá; há também o dever para com os necessitados de se oferecer uma parte dos bens; durante a data do Ramadan, entre o amanhecer e o entardecer, há a obrigação do jejum; todos os seguidores da religião, pelo menos uma vez em sua vida, devem realizar a peregrinação à cidade de Meca, simbolizando a própria peregrinação de Maomé à esta cidade.


Cristianismo

Muitas doutrinas cristãs diferenciadas entre si surgiram desde as primitivas comunidades cristãs. A origem destas comunidades se deu em plena expansão do Império Romano. Como o Imperador romano era a também a figura religiosa máxima do Império, quaisquer seitas eram prejudiciais ao seu poder absoluto. Desta forma, as comunidades cristãs deste período foram perseguidas. No entanto, mais tarde, o Império Romano adotaria as crenças cristãs como sua religião oficial, ocorrendo assim a fundação da Igreja de Roma. A partir desta, originaram-se as diversas doutrinas cristãs.
Com a excomunhão do Patriarca de Constantinopla pelo Papa, em 1054, gerou-se um cisma e, como conseqüência, a fundação de uma outra doutrina, a Igreja Ortodoxa , cuja concentração de fiéis localiza-se mais ao leste europeu e porções centrais ao longo do continente asiático. Por outro lado, séculos mais tarde, a Reforma, desencadeada por Martinho Lutero, foi um movimento de contestação aos preceitos religiosos e à própria organização clerical católica. Assim, surgiram diversas doutrinas, sob a ordem do protestantismo. Ao longo dos tempos, foram várias as religiões originadas a partir desta ramificação (Igreja Luterana, Igreja Metodista, Igreja Presbiteriana, Igreja Anglicana etc.).
O marco fundamental da origem do cristianismo refere-se ao nascimento de Jesus Cristo. Uma série de feitos miraculosos são vinculados à figura de Jesus. Neste período, a disseminação da religião pelas camadas mais populares se deveu à dedicação nas pregações realizadas pelos doze apóstolos de Cristo (André, Bartolomeu, Felipe, Jaime, Jaime filho de Alfeu, João, Judas Iscariotes, Judas Tadeu, Mateus, Pedro, Tadeu e Tomás). Mas a grande expansão cristã deu-se, séculos mais tarde, com a própria expansão colonial dos povos cristãos europeus colonizadores, que levaram a fé cristã para além-mar, no período das Cruzadas. No Brasil, a fé cristã foi trazida inicialmente pelos primeiros catequizadores da Companhia de Jesus.
O calendário internacional toma o nascimento de Jesus Cristo como marco referencial para a contagem dos anos. As datas cristãs comemoradas são o Natal (nascimento de Jesus Cristo), o Dia de Reis, a Quaresma e a Páscoa. A Ascensão e os Pentecostes também constituem datas comemorativas, embora sejam mais difundidas apenas entre os seguidores de algumas das doutrinas originadas do Cristianismo.
A Bíblia Sagrada, constituindo a obra central para o Cristianismo como um todo, encerra as idéias fundamentais da crença. O Cristianismo baseia-se na crença monoteísta, ao contrário das crenças contemporâneas à sua origem. Segundo a religião, Deus é o criador de todas as coisas no Universo, tendo criado o mundo em sete dias (Gênese). As religiões cristãs preconizam o amor a Deus e ao próximo, conforme os ensinamentos de Jesus. Acredita-se na ressurreição de Cristo, e é estabelecido o conceito da Santa Trindade, em que Deus é pai, Jesus Cristo o filho, e o Espírito Santo a presença contínua de Deus na Terra.


Sikhismo

A palavra "Sikh" significa "disciplina". Não há uma hierarquização na organização clerical da religião. O fundador do Sikhismo foi o Guru Nanak Dev ( 1469 - 1539 ). Ele pregou uma mensagem de amor e compreensão e criticou os rituais cegos dos Hindus e Muslim. O Guru Nanak passou a sua liderança da sua nova religião a nove Gurus que lhe sucederam. O último Guru vivo foi o Guru Gobind Singh, que morreu em 1708.
Durante a sua vida o Guru Gobind Singh estabeleceu a ordem Khalsa ( o puro ), os soldados-santos. A ordem Khalsa ergue as maiores virtudes dos Sikhs, dedicação e consciência social. Os Khalsa são homens e mulheres que passaram a cerimónia Sikh do baptismo e que seguem estritamente o Código de Conduta e de Convenções Sikh, o Reht Maryada e que usam os artigos físicos prescritos da fé. Sendo um dos mais comuns o de não cortar o cabelo, sendo exigido aos homens que o cubram com um turbante, e o Kirpan a espada cerimonial.
Antes da sua morte o Guru Gobind Singh declarou que os Sikhs já não precisavam de um Guru vivo e nomeou, como seu sucessor espiritual o Sri Guru Granth Sahib, pois sentiu que todos os ensinamentos que os Sikhs necessitavam encontravam-se no Sri Guru Granth Sahib, o Guru eterno dos Sikhs. E como seu sucessor físico o Khalsa.
O Sri Guru Granth Sahib é único no mundo das escrituras religiosas pois é composto pela poesia dos dez Gurus e também por escritos de Santos de outras fés, cujos pensamentos eram consistentes com a filosofia e pensamentos dos Gurus.
O Sikhismo não tem padres ou pastores, estes foram abolidos pelo décimo Guru, pois segundo este os padres tornavam-se corruptos e egocêntricos. Os Sikhs só possuem guardas do Guru Granth Sahib, os Granthi mas qualquer Sikh é livre de o ler no Gurdwara ( templos Sikh ) ou mesmo em sua casa. Todas as pessoas de todas as religiões são bem vindas nos Gurdwaras.
Pode encontrar uma Langar, uma cozinha comunitária gratuita, em cada Gurdwara, onde se serve refeições para todas as pessoas, sejam elas de qualquer religião, casta ou posição social. O Guru Nanak Dev iniciou esta instituição que esboça os princípios básicos Sikhs de humildade, igualdade e serviço comunitário


Budismo

O Budismo originou-se nos fins do Período Bramânico na Índia, que se estendeu aproximadamente entre os séculos IX e III antes de Cristo. Tal período pode ser subdividido entre um período bramânico ortodoxo (período de predominação dos Bramanas), um período bramânico desviante (do qual originaram-se as Upanisadas) e período das heterodoxias. Este último dá lugar à origem do jainismo e do budismo. De uma maneira geral, o budismo prega um caminho de libertação e salvação mais individualizado.
No decorrer de sua existência, a crença budista subdividiu-se em duas correntes: o Budismo Theravada, mais próximo da origem dos ensinamentos budistas (prega um único caminho para a redenção: esforço e disciplina), e o Budismo Mahayana (predominante, por exemplo, em países como o Butão, país sob regime monárquico constitucional, e na Coréia do Sul), do qual geraram-se doutrinas como a Bodhisattva e o Zen-Budismo, esta última possuindo foco de concentração no Japão (embora neste último país predomine a religião xintoísta). O Budismo, de modo geral, é organizado sob um sistema monástico.
O principal livro sagrado budista consiste no Tripitaka, livro compartimentado em três conjuntos de textos que compreendem os ensinamentos originais de Buda, além do conjunto de regras para a vida monástica e ensinamentos de filosofia. A corrente do Budismo Mahayana ainda reconhece como códigos sagrados os Prajnaparamita Sutras (guia de sabedoria), o Lankavatara (revelações em Lanka) e o Saddharmapundarika (leis). A crença budista toma a reencarnação como verdade. O sistema budista de crença é baseado em quatro princípios ou verdades fundamentais: o sofrimento sempre se faz presente na vida; o desejo é a causa crucial do sofrimento; a aniquilação do desejo leva à aniquilação do próprio sofrimento; a libertação individual é atingida através do Nirvana. O Nirvana contraria-se à idéia do Samsara (o ciclo de nascimento, existência, morte e renascimento). Para os budistas, o caminho da libertação e atingido a partir do momento em que o ciclo do Samsara é quebrado. O rompimento do ciclo da vida é justamente o Nirvana, o qual pode ser alcançado através de passos: a compreensão correta, o pensamento correto, o discurso correto, a ação correta, a vivência correta, o esforço correto, a consciência correta, a concentração correta. Todos estes passos são perseguidos através da auto-disciplina e da meditação, além de exercícios espirituais.
O Budismo foi fundado na Índia em aproximadamente 528 a.C. pelo príncipe Sidarta Gotama, o Buda (o Iluminado, cuja existência se estendeu aproximadamente de 563 a 483 a.C.), Hoje em dia, a maior concentração de seguidores budistas localiza-se na região do leste asiático). A Índia atual, na verdade, possui grande maioria hinduísta (pouco mais de 80% de sua população total).


Jainismo

 Em sua origem, o Jainismo constituiu, ao lado do Budismo, uma vertente surgida no período das heterodoxias decorrentes da tradição bramânica na Índia. No decorrer de sua existência, a religião separou-se em duas vertentes: a Svetambara, que segue os cânones das escrituras que contêm os sermões e diálogos de Mahavira; e o Digambara, que acredita que os ensinamentos originais foram perdidos, mas a mensagem original é preservada. Os textos sagrados do Jainismo são: os Culika-sutras, que se dirigem à natureza da mente e do conhecimento; os Chedra-sutras, que contêm as regras do ascetismo para os monges jainistas; o Ágama, texto especificamente seguido pela vertente Svetambara, considerando este texto como uma coleção de diálogos do próprio Mahavira. O sistema monástico regido por regras de ascetismo caracteriza a organização jainista. Além do ascetismo, outras regras devem ser seguidas: devoção à "tarefa" por toda a existência, abstenção total de posses pessoais, celibato e recusa do ato sexual, nunca prejudicar quaisquer seres vivos, nunca mentir e nunca roubar.
A origem do Jainismo é remontada à Índia do século VI a. C., cuja fundação foi desencadeada por Vardhamana Mahavira.


Gongo Tibetano


Eles são Belos e misteriosamente Poderosos...
Produzem o som do AUM, a energia que dá origem a criação material. Alcançam outros tempos, outras dimensões e mentes. O som e a música produzida pelos Gongos desperta a memória celular e tonifica o nível de energia do corpo.
Um gongo é um tesouro inestimável.
Um conjunto de Gongos é um Milagre!


O QUE É O GONGO TIBETANO 

Acredita-se que a origem dos gongos vem de antigos alquimistas e pré-xamãs  budistas do Tibete, datando antes da idade do bronze na China , aproximadamente 30 séculos atrás, e o modo como eles são produzidos é mantidos em profundo segredo, e quando questionados os monges tibetanos são evasivos, dizendo que os usam apenas para manter cereais, mas é difícil imaginar um objeto feito artesanalmente e que pode vibrar diferentes e simultâneos tons, cada um com uma freqüência única e mantendo a reverberação por um longo tempo, sendo usados para guardar grãos. Não existe absolutamente nenhum documento escrito sobre os gongos em parte alguma das sagradas escrituras orientais. É estritamente  proibido falar sobre os gongos nos templos tibetanos. Atualmente alguns gongos encontrados nas em monastérios, templos e algumas casas particulares, no entanto, sabe-se que são produzidos com uma fórmula de Bhasma, ou seja , numa noite em que as estrelas propícias para alquimizar os diferentes metais, sendo que todos os metais devem estar na proporção, produzindo assim a liga perfeita . Dizem que atualmente esta fórmula perdeu-se. Os diversos metais representam as diferentes influências planetária , sendo: ouro – o sol, prata – a lua, mercúrio – o planeta  mercúrio, cobre – Vênus, ferro- Marte, estanho – Júpiter, chumbo – saturno. Segundo as lendas, as lendas, alguns metais usados eram retirados de meteoritos encontrados nos cumes da cordilheiras dos Himalaias. Juntos todos esses metais , num determinado momento, corretamente alquimizados produzem um profundo som que pode penetrar  no corpo e na mente. O som de todos os instrumentos musicais está contido no AUM, e, segundo os monges, os poderes do som concebidos pelos gongos devem ser mantidos em segredo. De acordo com os budistas o som do AUM representa a mente de Buda, e é o som que emana dos grandes abismos que existem  nos Himalaias . Como eram produzidos artesanalmente, cada gongo tem um som único e exclusivo.


INSTRUÇÕES PARA  USO

Deve –se segurar o gongo com a palma da mão aberta, permitindo assim a vibração  livre, enquanto com a  outra  mão  percorre –se  um bastão de madeira na borda externa , em sentido horário, com uma leve pressão , angulação e  velocidade é  alcançada , o gongo começa a produzir o AUM. E quando mais se utiliza, mais o som se torna puro. De acordo com a metodologia  védica, o elemento material  grosseiro mais elevado é o éter, onde ficam resguardados o passado, o presente e o futuro. O gongo é usado para esterilizar  o  elemento éter e purificar o ambiente, destruindo as energias negativas.
É usado também para centralizar a concentração , ajudar na meditação , induzir a transe e estabilizar e alinhar os chacras
Alguns lamas tibetanos de alta posição usam os gongos  em  rituais secretos para deslocar-se a outras dimensões , outros mundos e para  fins telepáticos. Os gongos têm um poder místico vivo, e quando eles são tocados interagem de formas  distintas nas diferentes pessoas e ambientes . O som e a sensação de um enorme gongo vibrando no peito de alguém é poderoso e indescritível, a vibração é transmitida via esqueleto para o corpo inteiro . Uma prolongada sessão de vibração leva ao relaxamento a nível celular . Devido a esta propriedades os gongos são incorporados a uma enorme variedade  de uso terapêutico e profìlàtico. Na verdade, há uma infinidade de benefícios atribuídos ao gongo. Faça um teste você mesmo e comprove os efeitos altamente positivos!!!

A Índia Antiga



História

A invasão da Índia por tribos árias, por volta de 2000 ou1500 a.C., inicia o período histórico propriamente dito. Os árias, povos nômades vindos do Iran, Ocuparam a região do Punjab e dominaram a já decadente civilização dos hindus, absorvendo-lhe numerosos elementos. Tem início então o Período Védico (c. 1500-c. 500 a.C.), narrado nos Vedas, hinos sagrados de diferentes épocas, escritos em sânscrito. O Rig-Veda descreve as lutas dos árias contra os drávidas, no Vale do Indus, proporcionando uma idéia sobre a vida e sociedade desse tempo; os três outros Vedas --- Sama-Veda, Yajur-Veda e Atharva-Veda ---, seguidos pelos Brahmanas Upanichades, narram a fase da conquista da Planície Indo-Gangética, quando, através da síntese ário-dravídica, surge o Hinduísmo, com sua sociedade dividida em castas e varnas ou ordens. O Período Védico se encerra no final do séc. VI a.C., quando surgiram novas ideologias e religiões que transformaram o ambiente intelectual do país. Entre os vários reformadores religiosos que pregaram novas orientações dentro do contexto do Hinduísmo, destacam-se Buda, filósofo e reformador social, e Mahavira (540-468 a.C.), último profeta jaina, que deu origem ao Jainismo. Tais pregações encontraram ambiente propício entre os magádicos, em franca prosperidade comercial.


Império Mauria

Os persas, sob Ciro, o Grande, e Dario I, anexaram a região do Indus. Os gregos, com Alexandre Magno, ocuparam, de 327 a325 a.C., o Punjab e o Sind, anexando vários reinos hindus, como os de Taxila e Porus. O Império Mauria foi fundado por Chandragupta Mauria, que derrotou os filhos do rei Nanda e expulsou os gregos do Punjab, tornando-se senhor de Mágada. Deteve as invasões das forças de Séleuco, em 305 a.C., levando-as em bater em retirada. Chandragupta foi sucedido por seu filho Bindusara (298-c. 274 a.C), que expandiu e consolidou o Império, e por seu neto Asoka, o "rei monge", que dominou o Kalinga, ocupando toda a Índia, com exceção dos reinos de Chola e Pandya, do Sul. Asoka foi o maio e o mais famoso dos soberanos da Índia. Seus editos, gravados em rochas, mostram-no como adepto do Budismo. O Império Mauria não sobreviveu por muito tempo a Asoka. Não se sabe se seus sucessores governaram todo o império ou apenas partes dele. Finalmente, em c. 185 a.C., Pushyamitra, comandante militar, assassinou seu senhor, fundando a dinastia Sunga (185-72 a.C.).


Invasões Estrangeiras

A queda do Império Mauria foi imediatamente seguida por uma série de invasões estrangeira procedentes do Oeste. Os primeiros invasores foram os gregos do Reino de Bactria, que, sob Demétrio II, ocuparam a parte oriental do Império Macedônio no início do séc. II a.C. Mas a resistência local acabou por confinar o domínio grego ao Punjab. Após a morte de Menandro, seu mais famoso governante, o reino helênico enfraqueceu-se gradualmente devido aos ataques dos sakas ou citas, deixando forte influência nos campos da Astronomia e da Escultura. Os citas, procedentes da Ásia Central, expulsaram os gregos da Bactria e, por volta de 80 a.C., exerciam o controle sobre o Punjab. Os citas, que inicialmente se associaram aos palavas, sofreram gradual processo de indianização e a dinastia por eles fundada durou até o final do séc. IV d.C., quando foi destruída pelos guptas. Os mais poderosos invasores dessa época, os kushans, antigos yueh-chih, derrotaram os citas, e sua Segunda dinastia teve em Kanishka o seu maior representante, grande defensor do Budismo.


Dinastias Nacionais

Após os maurias, projetaram-se no Decan os andhras ou satavahanas, que alcançaram o apogeu no séc. II d.C. Adeptos do Budismo de protetores da literatura pra crítica, de forma vernácula, popular, os andhras apoderaram-se do Malwa e iniciaram longa luta contra os citas do Gujarat, cabendo a Vikramaditya derrotá-los. No Reino de Kalinga, Kharanvela, adepto do Jainismo, alconçou grande poderio, tendo combatido os andhras e tomado Pataliputra aos sungas. No sul permaneceram os reinos tâmiles e no Norte coube aos bharasivas derrotar os kushans e restabelecer o poder imperial. As dinastias nacionais restauraram a autoridade imperial e o sistema nacional ortodoxo, favorecendo o renascimento da cultura sanscrítica.


O Império Gupta e a Índia Clássica

Após invasões estrangeiras, a história política do país conheceu um período de relativa obscuridade, situação que permaneceu até a ascensão de Chandragupta, fundador da Dinastia Gupta, em 320. Seu filho e sucessor Samudragupta (c. 340-380), que realizou conquistas no Norte e no Sul, foi grande protetor das artes e da Literatura. O Império Gupta alcançou seu apogeu sob Chandragupta II Vikramaditya, filho de Samudragupta, que expandiu mais ainda o império com a conquista do Reino Saka, de Ujjaim, e outros territórios. Após os reinados de Kumaragupta I e Skandagupta, o período imperial dos guptas terminou, embora a família tivesse continuado a governar com autoridade reduzida durante séculos. O império dividiu-se e surgiram novas dinastias.


Novas Invasões e as Rivalidades Dinásticas

No início do séc. VI, os hunos brancos ou eftalitas conquistaram a maior parte do país. O chefe huno Toramana e seu filho Mihiragula mantiveram a supremacia até o final do reinado deste último, quando o gupto Baladitya repeliu os hunos no Ganges. Em 533, Yasodharman restabeleceu a supremacia hindu na Índia Ocidental. No séc. VII, Harshavardhana (606-647), de Thamesar, grande protetor das letras e adepto do Budismo, tentou constituir um império, obtendo êxito apenas na Índia Setentrional. Após a morte de Harshavardhana, o Norte do país subdividiu-se em diversos Estados, destacando-se os governantes das dinastias Pala, Sena, Rajpute, Chalukia e diversas outras. No Sul, além dos chalukias, predominaram os rashtrakutas, e no extremo sul, os três reinos tâmiles --- Chola, Pandya, e Chera --- foram tomados pelos palavas, cujo apogeu ocorreu em fins do séc. VI. Os palavas dominaram até o final do séc. IX, quando cederam lugar ao império dos cholas, os quais, sob Rajaraja I (985-1014) e seu filho Rajendra (1014-44), controlaram não apenas o sul da Índia e o Ceilão como enviaram uma expedição naval à Indonésia e Malaia (atual Maláisia).


Domínio Islâmico

Primeiro Período. A expansão árabe na Índia iniciou-se com a conquista do Sind (712), mas somente consolidou-se após a ocupação da região hoje correspondente ao Afeganistão. Estabelecidos em Ghazni, no final do séc. X, escravos turcos começaram a realizar incursões no Punjab. Muhmud (971-1030) estendeu o domínio da Mesopotâmia ao Ganges e da Transoxiana aos desertos de Rajputana. Os descendentes de Muhmud foram expulsos de Ghazni por um poder muçulmano rival, os shansabanis de Ghor, e forçados a refugiarem-se no Punjab. A conquista efetiva veio com o Mahamed de Ghor, que derrotou definitivamente as forças hindus do soberano Rai Prithwiraj, de Delhi, na Batalha de Taraori (1192). Após o assassino de Muhamed (1206), um de seus generais, fundou a dinastia dos reis-escravos, de Delhi. Assim surgiu o Sultanato de Delhi, que durou até 1526, quando Babur lançou as bases do Império Mongol.



A Índia Atual


A civilização indiana conta com mais de 5.000 anos e é a maior democracia do  mundo. É o segundo país mais populoso, com 936 milhões de habitantes e o sétimo maior do ponto de vista geográfico.


Território

Índia, democracia federal no sul da Ásia e membro do Commonwealth; compreende o Paquistão e Bangladesh ou subcontinente indiano. Limita-se ao norte com o Afeganistão, o Tibete, o Nepal e o Butão; ao sul com o estreito de Palk e o golfo de Mannar, que o separa do Sri Lanka e do oceano Índico; ao oeste com o mar da Arábia e o Paquistão; ao leste com a Birmânia, o golfo de Bengala e Bangladesh. Com Jammu e Caxemira (cujo status definitivo ainda não foi determinado), possui uma superfície de 3.287.263 km2. A capital é Nova Déli.

A Índia se divide em quatro grandes regiões: o Himalaia, que se estende ao longo das margens norte e leste do subcontinente indiano; as planícies fluviais do norte, uma das maiores planícies fluviais do mundo que compreende a maior parte da área regada pelos rios Indo, Ganges e Brahmaputra; o Decão, uma meseta rochosa, dividida por baixas cadeias montanhosas e profundos vales; e o Ghates oriental e ocidental.

Exceto nas regiões mais montanhosas, o clima é tropical, dominado pelas monções.


População e Governo

A origem exata da maior parte do povo indiano é impossível de ser determinada por conta da grande variedade de raças e culturas que invadiram e foram assimiladas no subcontinente.

Aproximadamente 7% do total da população pertence a mais de 300 tribos catalogadas.

A maior parte dos povos indianos não tribais tem características caucásicas e mostram uma considerável variação na cor da pele. Entre as tribos das montanhas setentrionais há características mongóis, como no caso dos nagas; e entre os grupos tribais como os santal de Bengala ocidental há características australóides.

A Constituição indiana tentou erradicar o antigo sistema de castas, que tem negado durante séculos a oportunidade de avançar socialmente o estrato mais baixo do sistema: os intocáveis (ou harijans).

Na Índia vive 16% da população mundial; sua população (1994) é de 913.070.000 habitantes, com uma densidade demográfica de aproximadamente 275 hab/km2. Embora as condições de vida tenham melhorado em muitas áreas, cerca de um terço da população vive abaixo do limite de pobreza.

A maior cidade é Bombaim, com uma população (1994, incluindo a área metropolitana) de 14.500.000 habitantes. Outras cidades com mais de 1 milhão de habitantes são Ahmadabad, Bangalore, Calcutá, Déli, Hyderabad, Kanpur, Madras, Pune (Poona), Nagpur, Lucknow e Jaipur.

Os grandes grupos religiosos são: hinduísmo (83%), islamismo (11%), cristianismo e sikhs (2% cada um). Outras importantes minorias religiosas são: budismo, jainismo e parsis.

São falados mais de 1.600 idiomas ou dialetos, compreendidos em 14 grandes grupos. A constituição estipula que o hindu (falado por 30% da população) é o idioma oficial, embora o inglês seja um idioma associado aos assuntos administrativos. A constituição também reconhece 17 idiomas regionais oficiais. Ver línguas indianas; Arte e Arquitetura da Índia; Literatura indiana.

De acordo com a Constituição de 1949, emendada posteriormente, a Índia é uma república democrática soberana dentro do Commonwealth. O governo tem uma estrutura federal e a república é uma união de estados e territórios administrados de maneira central.

O poder executivo reside no presidente, que é também chefe do Estado. Entretanto, o verdadeiro poder executivo se encontra nas mãos de um conselho de ministros responsáveis perante o Parlamento, formado pelo Rajya Sabha (Conselho dos Estados ou câmara alta) e o Lok Sabha (Câmara do Povo ou câmara baixa).


Econômia

Em 1991, o produto interno bruto era de aproximadamente 301.400 milhões de dólares, cerca de 330 dólares per capita. A unidade monetária é a rúpia indiana.

Mais de dois terços da população depende da terra para viver. O cultivo principal é o arroz, alimento básico de grande parte da população, seguido pelo trigo. É um dos principais produtores mundiais de cana de açúcar, chá, algodão e juta.

A criação de gado, em especial búfalos, cavalos e mulas, é uma característica destacada da economia agrícola, embora a falta de pastos e água impliquem em um rebanho de pouca qualidade.

Embora muito pouca desenvolvida comercialmente, a pesca segue sendo uma atividade vital em algumas regiões, como o delta do Ganges e a costa sudoeste.

A Índia se encontra entre os principais produtores mundiais de mineral de ferro, carbono e bauxita, e produz quantidades significativas de manganês, mica, ilmenita, cobre e petróleo.

Possui um setor industrial muito diversificado. A siderurgia e a metalurgia domina em termos de produção. A indústria têxtil — especialmente a de algodão — é um dos setores mais antigos e um dos mais importantes.


Hidrografia

Alé do Ganges e seus afluentes (Jumma, Gogra e Gandak), que drenam as regiões norte e nordeste, diversos cursos d’água descem do planalto do Decan e desembocam no golfo de Bengala: Mahandi, Godavari, , Krishna e Kavery. Para o mar da Arábia, além do Narmada, dirigem-se os rios Mahi e Tapti que desaguam no golfo de Cambay.\


Clima

O clima dominante, é o quente, sob regime das monções, com quatro estações relativamente bem definida:
Fria (janeiro e fevereiro),
Quente (março, abril e maio),
Das monções do sudoeste (junho a outubro)
Das cessação das monções (novembro e dezembro).

No sul do país, a temperatura é constante em todo o ano (cerca de 26oC a 28oC). Mas no norte, as variações são muito grandes. Na estação fria, a temperatura varia de 17 oC, sendo mais baixa no norte, que no sul. Nas grandes altitudes, o clima frio é predominante com neves eternas. As chuvas são mais abundantes a oeste do planalto do Decan e a sudoeste do Himalaia e no Baixo Ganges, tornando-se mais escassas no interior do Decan, sobretudo a noroeste do país, onde se encontra o deserto de Thar. As médias de precipitação anual varia entre menos de 135mm nas áreas desérticas do noroeste e mais de 2000mm no nordeste.


Fauna

A fauna do país é rica em mamíferos de grande porte, como leões, tigres, leopardos, lobo, raposas, chacais, cães selvagens, ursos e a panda-vermelha; o elefante asiático, que desapareceu em várias regiões, é comum no nordeste e sul do país; outros mamíferos importantes são os rinocerontes, o javali, antílopes, veados, bisões, búfalos e macacos; os roedores, principalmente esquilos, marmotas, ratos e lebres, são comuns em todo o país. Com pelo menos 2060 espécies e sub-espécies, a Índia possui uma das mais variadas faunas ornitológicas do mundo; as maiores espécies provavelmente são o grou (da altura de um homem) e o abutra barbado; grande é a quantidade de faisões, papagaios, periquitos, gansos, aves de rapina e pássaros canoros.


Flora

A Índia possui um dos maiores luxuriantes revestimentos florísticos da Terra. Suas principais regiões fitogeográficas são:

Himalaia Oriental, onde predominam gramíneas e orquidáceas, mas ocorrem espécie de lauráceas no sul do Vale do Bramaputra e pinheiros nas zonas temperadas; nas montanhas de Kashi são comuns os pinheiros de luzon;

Himalaia Ocidental, no qual ocorrem sobretudo gramíneas e leguminosas, além de uma rica vegetação alpina; no noroeste e na porção central, existem florestas de pinheiros, abetos e cedros-do-Himalaia;

Planície dos Indus onde predomina uma vegetação arbustiva, e esparsa, típicas das áreas semidesérticas;

Planície Gangética, que se caracteriza por suas florestas de Shorea robusta, cuja medeira é valiosíssima;

Região Malabar, na qual dominam diversas espécies de coníferas de grande porte;

Região do Decan, cuja vegetação característica consiste principalmente em árvores decíduas, como as diversas espécies de acácias e tecas, que se levam sobre os extensos bambuais.


Religião

Hinduísmo

Tendo sua origem remontada ao ano de 1500 a . C., a religião hinduísta foi estabelecida pelos invasores arianos da Índia. Os textos védicos antigos descreviam um universo cercado de água. No período dos arianos, ou árias (homens), a explicação de suas divisões sociais era encontrada nos Vedas: da cabeça do deus primordial saíram os brâmanes (casta social dominante), dos braços saíram os guerreiros, das pernas os produtores e dos pés os servos (não-árias, ou "não-homens"). O mundo, conforme a concepção desta época, foi formado a partir da organização, por força divina, de um caos preexistente.

No sistema religioso hinduísta atual há uma série de ramificações, que geraram crenças e práticas diversas, assim como há muitos deuses e muitas seitas de diversas características. O Hinduísmo tem sua ênfase no que seria o modo correto do viver (dharma). Os cultos hinduístas são realizados tanto em templos e congregações quanto podem ser domésticos. A cerimônia mais comumente realizada é relativa à oração (puja). A palavra "Om", representa a vibração original, uma vibração que transcende o início, o meio e o fim de todas as coisas, vinculando-se, desta maneira, à imagem da própria divindade. Os códigos sagrados do Hinduísmo são: os Vedas, consistindo em escrituras que incluem canções, hinos, dizeres e ensinamentos; o Smriti, escrituras tradicionais que incluem o Ramayana, o Mahabarata, e o Bhagavadgita.
O Hinduísmo é a religião atualmente predominante na Índia (pouco mais de 80% da população).

 Islamismo

Segundo dados estatísticos, o Islamismo é a religião que mais rapidamente ganha adeptos na atualidade. A origem do Islamismo é remontada ao século VII d. C. com as revelações de Alá ao profeta Maomé. A religião reconhece Alá como seu único deus, assim como reconhece em Maomé o legítimo profeta de seu deus. Os textos sagrados islâmicos são: o Alcorão, obra que contém as revelações de Alá a Maomé; o Hadith, contendo os pensamentos e as ações de Maomé; o Sunnah, conjunto de regras de conduta a ser seguido pelos islâmicos.

Duas vertentes são reconhecidas no Islamismo : os sunitas (o maior e mais ortodoxo grupo islâmico, constituindo maioria religiosa em países como o Iêmen e a Arábia Saudita, entre muitos outros) reconhecem a sucessão de Maomé por Abu Bakr e pelos três califas que o seguiram; os xiitas reconhecem a sucessão de Maomé por Ali, seu sobrinho. Os símbolos mais importantes para os islâmicos são a família e a mesquita, os elementos centrais da vida dos seguidores do Islamismo. As práticas religiosas são fundamentais, como por exemplo as cinco preces diárias a Alá; há também o dever para com os necessitados de se oferecer uma parte dos bens; durante a data do Ramadan, entre o amanhecer e o entardecer, há a obrigação do jejum; todos os seguidores da religião, pelo menos uma vez em sua vida, devem realizar a peregrinação à cidade de Meca, simbolizando a própria peregrinação de Maomé à esta cidade.

 Cristianismo

Muitas doutrinas cristãs diferenciadas entre si surgiram desde as primitivas comunidades cristãs. A origem destas comunidades se deu em plena expansão do Império Romano. Como o Imperador romano era a também a figura religiosa máxima do Império, quaisquer seitas eram prejudiciais ao seu poder absoluto. Desta forma, as comunidades cristãs deste período foram perseguidas. No entanto, mais tarde, o Império Romano adotaria as crenças cristãs como sua religião oficial, ocorrendo assim a fundação da Igreja de Roma. A partir desta, originaram-se as diversas doutrinas cristãs.

Com a excomunhão do Patriarca de Constantinopla pelo Papa, em 1054, gerou-se um cisma e, como conseqüência, a fundação de uma outra doutrina, a Igreja Ortodoxa , cuja concentração de fiéis localiza-se mais ao leste europeu e porções centrais ao longo do continente asiático. Por outro lado, séculos mais tarde, a Reforma, desencadeada por Martinho Lutero, foi um movimento de contestação aos preceitos religiosos e à própria organização clerical católica. Assim, surgiram diversas doutrinas, sob a ordem do protestantismo. Ao longo dos tempos, foram várias as religiões originadas a partir desta ramificação (Igreja Luterana, Igreja Metodista, Igreja Presbiteriana, Igreja Anglicana etc.).

O marco fundamental da origem do cristianismo refere-se ao nascimento de Jesus Cristo. Uma série de feitos miraculosos são vinculados à figura de Jesus. Neste período, a disseminação da religião pelas camadas mais populares se deveu à dedicação nas pregações realizadas pelos doze apóstolos de Cristo (André, Bartolomeu, Felipe, Jaime, Jaime filho de Alfeu, João, Judas Iscariotes, Judas Tadeu, Mateus, Pedro, Tadeu e Tomás). Mas a grande expansão cristã deu-se, séculos mais tarde, com a própria expansão colonial dos povos cristãos europeus colonizadores, que levaram a fé cristã para além-mar, no período das Cruzadas. No Brasil, a fé cristã foi trazida inicialmente pelos primeiros catequizadores da Companhia de Jesus.

O calendário internacional toma o nascimento de Jesus Cristo como marco referencial para a contagem dos anos. As datas cristãs comemoradas são o Natal (nascimento de Jesus Cristo), o Dia de Reis, a Quaresma e a Páscoa. A Ascensão e os Pentecostes também constituem datas comemorativas, embora sejam mais difundidas apenas entre os seguidores de algumas das doutrinas originadas do Cristianismo.

A Bíblia Sagrada, constituindo a obra central para o Cristianismo como um todo, encerra as idéias fundamentais da crença. O Cristianismo baseia-se na crença monoteísta, ao contrário das crenças contemporâneas à sua origem. Segundo a religião, Deus é o criador de todas as coisas no Universo, tendo criado o mundo em sete dias (Gênese). As religiões cristãs preconizam o amor a Deus e ao próximo, conforme os ensinamentos de Jesus. Acredita-se na ressurreição de Cristo, e é estabelecido o conceito da Santa Trindade, em que Deus é pai, Jesus Cristo o filho, e o Espírito Santo a presença contínua de Deus na Terra.

Sikhismo

A palavra "Sikh" significa "disciplina". Não há uma hierarquização na organização clerical da religião. Os cultos são realizados nos templos, onde hinos de louvor são cantados e orações matinais são feitas. A figura do guru significa, para os sikhistas, o guia dos seguidores para sua libertação (Moksa). Os sikhistas adotam como textos sagrados o Guru Grant Sahib e o Janam-Sakhis, ou "Histórias da Vida", escrito 80 anos após a morte de Nanak, o fundador da religião (cuja origem é remontada à Índia do século XV).

 Budismo

O Budismo originou-se nos fins do Período Bramânico na Índia, que se estendeu aproximadamente entre os séculos IX e III antes de Cristo. Tal período pode ser subdividido entre um período bramânico ortodoxo (período de predominação dos Bramanas), um período bramânico desviante (do qual originaram-se as Upanisadas) e período das heterodoxias. Este último dá lugar à origem do jainismo e do budismo. De uma maneira geral, o budismo prega um caminho de libertação e salvação mais individualizado.

No decorrer de sua existência, a crença budista subdividiu-se em duas correntes: o Budismo Theravada, mais próximo da origem dos ensinamentos budistas (prega um único caminho para a redenção: esforço e disciplina), e o Budismo Mahayana (predominante, por exemplo, em países como o Butão, país sob regime monárquico constitucional, e na Coréia do Sul), do qual geraram-se doutrinas como a Bodhisattva e o Zen-Budismo, esta última possuindo foco de concentração no Japão (embora neste último país predomine a religião xintoísta). O Budismo, de modo geral, é organizado sob um sistema monástico.

O principal livro sagrado budista consiste no Tripitaka, livro compartimentado em três conjuntos de textos que compreendem os ensinamentos originais de Buda, além do conjunto de regras para a vida monástica e ensinamentos de filosofia. A corrente do Budismo Mahayana ainda reconhece como códigos sagrados os Prajnaparamita Sutras (guia de sabedoria), o Lankavatara (revelações em Lanka) e o Saddharmapundarika (leis). A crença budista toma a reencarnação como verdade. O sistema budista de crença é baseado em quatro princípios ou verdades fundamentais: o sofrimento sempre se faz presente na vida; o desejo é a causa crucial do sofrimento; a aniquilação do desejo leva à aniquilação do próprio sofrimento; a libertação individual é atingida através do Nirvana. O Nirvana contraria-se à idéia do Samsara (o ciclo de nascimento, existência, morte e renascimento). Para os budistas, o caminho da libertação e atingido a partir do momento em que o ciclo do Samsara é quebrado. O rompimento do ciclo da vida é justamente o Nirvana, o qual pode ser alcançado através de passos: a compreensão correta, o pensamento correto, o discurso correto, a ação correta, a vivência correta, o esforço correto, a consciência correta, a concentração correta. Todos estes passos são perseguidos através da auto-disciplina e da meditação, além de exercícios espirituais.

O Budismo foi fundado na Índia em aproximadamente 528 a.C. pelo príncipe Sidarta Gotama, o Buda (o Iluminado, cuja existência se estendeu aproximadamente de 563 a 483 a.C.), Hoje em dia, a maior concentração de seguidores budistas localiza-se na região do leste asiático). A Índia atual, na verdade, possui grande maioria hinduísta (pouco mais de 80% de sua população total).

Jainismo

Em sua origem, o Jainismo constituiu, ao lado do Budismo, uma vertente surgida no período das heterodoxias decorrentes da tradição bramânica na Índia. No decorrer de sua existência, a religião separou-se em duas vertentes: a Svetambara, que segue os cânones das escrituras que contêm os sermões e diálogos de Mahavira; e o Digambara, que acredita que os ensinamentos originais foram perdidos, mas a mensagem original é preservada. Os textos sagrados do Jainismo são: os Culika-sutras, que se dirigem à natureza da mente e do conhecimento; os Chedra-sutras, que contêm as regras do ascetismo para os monges jainistas; o Ágama, texto especificamente seguido pela vertente Svetambara, considerando este texto como uma coleção de diálogos do próprio Mahavira. O sistema monástico regido por regras de ascetismo caracteriza a organização jainista. Além do ascetismo, outras regras devem ser seguidas: devoção à "tarefa" por toda a existência, abstenção total de posses pessoais, celibato e recusa do ato sexual, nunca prejudicar quaisquer seres vivos, nunca mentir e nunca roubar.

A origem do Jainismo é remontada à Índia do século VI a. C., cuja fundação foi desencadeada por Vardhamana Mahavira.


Geologia e Relevo

Geologicamente, o país consiste em três elementos distintos: o Himalaia, a Planície Indo Ganética, e o Planalto do Decan. Ao norte, como gigantesca barreira natural, ergue-se a Cordihleira do Himalaia que, com suas encostas escrapadas e as maiores elevações do planeta, isola completamente o país do resto da Ásia. De seus contrafortes, desce o maior rio indiano, o Ganges que desemboca no Golfo de Bengala, por intermédio de um vasto delta situado no Paquistão Oriental, onde confunde com as águas do rio Bramaputra. Com os materiais trazidos do Himalaia, o Ganges construiu a planície Indo-Gangética, grande área de formação sedimentar, que se alonga de Nordeste para Sudoeste, com largura não superior a 300Km, uniforme, de altitudes modestas, de formação recente e extraordináriamente rica em aluviões, que se renovam a cada cheia d rio. A planície Indo-Gagética é a região vital do país.

Para o sul, estende-se o planalto do Decan, bloco triangular maçico, constituído por terrenos cristalinos vulcânicos, um dos remanescentes do continente de Gonduanda, que teria existido na Era Paleozóica. Trata-se da área profundamente acidentada, em cujos bordos se elevam montanhas escarpadas, com altitudes inferiores a 3Km: são os Gates Ocidentais voltados para o mar da Arábia, e os Gates Orientais voltados para o golfo de Bengala. No sopé dessas elevações abrem-se planícies litorâneas, alongadas e geralmente estreitas. A noroeste, deabamentos tactônicos abriram uma fossa, junto ao quals se abrem os montes Vindia e Saputra.


Principais Cidades

Nova Délhi

Formada por dois núcleos distintos: antiga cidade de Délhi e a capital federal. Nova Délhi, uma cidade jardim fundada em 1931 para abrigar a administração (na época ainda sobre domínio inglês). Existe um pequeno setor industrial, fabricas de conservas alimentícias e produtos químicos.

Calcutá

Capital do Estado de Bengala Ocidental é o maior aglomerado urbano no país. Conquistada em 1690 pela Companhia Inglês das Índias Orientais, que nela construiu o forte William. Em 1756, o Príncipe Suraja Dowla tomou a cidade, mas os ingleses reconquistaram-na no ano seguinte. Em 1883 tornou-se Capital do Império das Índias, posição que ocupou até 1912. Nela se desenvolveram vários centros industriais: ao nordeste, o de Dum Dum, com suas fábricas de armas e munições; ao sul, perto de Alipur, grandes complexos de metalúrgicos e mecânica, fábricas de automóveis e vagões, beneficiadoras de arroz e construtores navais; nos rios de Hooghly, manufaturadas de juta. Um quarto da população vive em taperas de chão batido, cada uma abrigando cerca de quinze mil pessoas. Perto de 200 000 habitantes dormem nas ruas esfomeados. Essa extrema miséria é conseqüência sobre tudo da grande massa de refugiados de Bengala Oriental (antigo Paquistão Oriental) que para lá fugiram desde a independência Indiana e sua separação do Paquistão (muçulmanos). Calcutá tem o porto bem aparelhado por onde passam quase a metade das exportações do país e um quarto das importações.

Kanpur

Construída as margens do Ganges, desenvolveu-se no fim do século XIX como centro ferroviário, devido à presença de uma importante guarnição britânica. Transformou-se num grande centro industrial, especializado na fabricação de calçados, e que possui também industrias têxteis, metalúrgicas e químicas.

Vãrãnasi (Benares)

Cidade de Uttar Pradesh, chamada Varanasi em hindi, é o centro da religião e da cultura hinduístas: desde o século VI a.C. está consagrada ao culto da deusa Siva. Tem mais de 5 quilômetros  de templos, monumentos funerários, palácios, e escadarias alinhados ao longo do Ganges, o rio sagrado dos hindus. Há sempre uma multidão de peregrinos meditando nesses lugares, na posição de lótus, lendo livros sagrados e banhando-se no rio. A cidade tem mais de mil e quinhentos tempos. Há também uma escola de sânscrito (Queen’s College), que existe desde 1791. Muito artesanatos de cobre, madeira e seda absorvem a mão-de-obra local

Bombaim

A mais populosa cidade indiana, é a capital do estado de Maharashtra. Originalmente edificada sobre sete ilhotas de lava, liga-se ao norte da ilha Salsette (com a qual forma a chamada grande Bombaim) é o continente. A cidade tem indústrias do setores têxtil, alimentar, químico, mecânico, nuclear e cinematográfico, concentradas principalmente nos bairros de Parel e Dadar, ao norte da cidade, e que utilizam cerca de 44% da população ativa do local.

Madras

Construída as margens do Ganges, desenvolveu-se no fim do século XIX como centro ferroviário, devido à presença de uma importante guarnição britânica. Transformou-se num grande centro industrial, especializado na fabricação de calçados, e que possui também industrias têxteis,metalúrgicas e químicas.

Bangalore

Capital do Estado de Mysore, fundada no século XVI. Famosa antigamente por suas fábricas de sedas, é uma cidade moderna, cheia de espaços verdes. Tem vários estabelecimentos da Universidade de Mysore, sobretudo de pesquisa como Instituto de Ciência e o Instituto  de Pesquisas Raman. Conta com industrias eletrônicas de material eletrônico e de helicópteros.  


Cultura

De grande diversidade cultural, a Índia tem no seu povo o retrato de uma sociedade rica em costumes mas também de confrontos étnicos. Os hinduístas e muçulmanos estão sempre em animosidades, pelo lado da religião, mas a origem do povo indiano através das invasões de outros povos, deixa claro que a grande diversidade cultural é resultado de animosidades, mas nem por isso deixa-se de preservar a cultura.

Cultura Hindu

O hinduísmo, religião de mais de 80% da população, acredita num ser supremo (Brahman), e suas facetas são representadas pelos desuses: Brahma, Vishnu e Shiva. Alguns hindus Alguns hindus oram em templos, enquanto outros em pequenos santuários. O hinduísmo é uma religião flexível, existem fiéis que não demonstram ser hindus. Eles acreditam na reencarnação.

Cultura Budista

Buda nasceu por volta de 560 a.C. e era filho do rei. Ele vivia cercado de luxo desde pequeno, mas ele estava ficando insatisfeito com a vida e resolveu, com 29 anos de idade, abrir mão de sua riqueza e vagar pelo mundo em busca da verdade. Buda descobriu que o melhor jeito de chegar à verdade é pela meditação, pela não-violência e pela moderação. Ele viajou pela Índia durante 44 anos. No budismo não havia sistema de castas, atraindo um número considerável de adeptos e a linguagem não era em sânscrito, era mais popular.

Cultura Islâmica

Em 622, Maomé funda na Arábia o islamismo. Seus seguidores são os muçulmanos. A religião se expandiu rapidamente pela Arábia e norte da África, em 711 chega ao delta do Indo, começando a se espalhar pela Índia. Atualmente existem mais ou menos 10% de muçulmanos na Índia, estes em intenso conflito com os hinduístas. Mas há uma ironia: o islamismo chegou pacificamente à Índia, não forçava as pessoas a se converterem e ainda garantiam proteção aos hindus.

Cultura Sique

É a mistura do islamismo e do hinduísmo. Foi fundada em fins do século XV por Nanak. Foram perseguidos no século XVII e, por isso, formaram o seu próprio exército (Khalsa). Seus membros necessitavam cumprir as exigências dos 5 K: kes (cabelos jamais cortados); kangha (pente); kirpan (adaga); kara (bracelete de aço) e kachh (calções). O Khalsa conseguiu dominar o Punjab, sendo um dos últimos lugares a serem plenamente conquistados pelos ingleses entre 1792 e 1839.


Mapas

 Superfície 3.288.000 Km


Idioma

O sânscrito, a língua clássica da Índia, parece não ter nenhuma relação com as formas ocidentais, porém é aparentado com quase todas as línguas da Europa, inclusive com o português.

Tudo teve início com o povo que começou a conquistar a Índia por volta de 1500 a.C. Quase toda a literatura indiana antiga foi escrita na língua ária, o sânscrito. A língua nacional da Índia moderna é escrita com caracteres derivados do sânscrito.

O sânscrito vem da árvore linguística chamada Indo-Europeias. O tronco da árvore foi uma çíngua comum falada provavelmente na região noroeste do Mar Negro a cerca de 2500 a.C. Depois, o povo que vivia naquela região emigrou em diferentes direções e a árvore se ramificou em línguas diferentes mas aparentadas.

Sânscrito (do Sânscr. samskrta, puro, aperfeiçoado, polido) Língua indo-ariana antiga que foi a língua sagrada da civilização brâmane.

Os mais antigos textos em sânscrito, os Vedas (que significa “saber”), são coletâneas de cantos religiosos, dos tratados litúrgicos e dos comentários sobre esses cantos.

Foram transmitidos oralmente entre 1800 e 500 a.C.; sua transcrição, posterior, reproduz fielmente o texto oral e permite seguir a evolução da língua. Quando,. por volta do séc. V a.C., o gramático Panini descreveu a língua e fixou sua norma lingüística, o sânscrito era uma língua litúrgica, o que continuou sendo até a época contemporânea: as línguas vivas da Índia eram na verdade os dialetos vulgares (ou práscritos) que deram origem às diversas línguas faladas atualmente.

 A “descoberta” do sânscrito por filólogos europeus, no final do séc. XVII, deu origem à lingüística indo-européia e à gramática comparada ( o sânscrito representa uma fase de língua bem próxima das suas origens indo-européias ). Mantém-se hoje como língua culta da Índia, se vem que alterada por influência de outros falares.

Não obstante a língua oficial da Índia seja o hindu, há mais de 15 línguas nacionais, faladas em 1.600 dialetos.


Taj Mahal


Na história da Humanidade existem grandes provas de amor. O monumental Taj Mahal, encerra uma das mais fascinantes. Em 1632, o imperador mongol Shah Jahan mandou erguer em Agra, na Índia, um mausoléu de mármore e pedras preciosas em homenagem à amada, Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz a um filho dele.

Mais de 20 mil homens empenharam-se durante 22 ano na construção do monumento, projetado por arquitetos renomados trazidos de diversas partes do mundo Árabe.
Para muitos, o Taj Mahal supera em beleza e arte algumas das chamadas. Sete Maravilhas do mundo antigo.

Desenho de flores, construídos com pedras coloridas semipreciosas incrustadas no mármore, decoram o interior, onde esta o sarcófago. Citações do  Alcorão adornam as paredes externas, entre elas uma que convida os "puros de coração"a entrar  nos "jardins do paraíso". A s ambições  de Shah Jahan iam além. Para guardar seu corpo, pretendia construir do outro lado do rio um mausoléu de mármore preto, unido ao da amada por uma ponte. Mas antes foi deposto pelo filho Aurangzeb. O corpo de Shah Jahan repousa junto com o de Mumtaz, no Taj Mahal.

Mantra de AUM


O AUM é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M, e pronuncia-se OM.  AUM é o símbolo universal do Yoga e do Hinduísmo.

Traçado, é um Yantra(símbolo) Pronunciado é um Mantra.

Representa o verbo divino em forma audível. Representa o Fogo solar, a Unidade, a Imensidão, o Cosmos, pois contem a essência de todos os sons que podem ser pronunciados, assim como o Passado, o Presente e o Futuro. É a semente de todos os Mantras e de toda a Consciência. Nesta sílaba, 'A' representa o Criador, a Criação, o Fogo, a Ação, Brahma; 'U' representa o Conservador, o Sol, a Consciência, Vishnu; 'M' representa o Destruidor, o Vento, a Vontade, Shiva. Ela reune os três grandes poderes-divindades do panteão brahmânico.

Existem os Saguna Mantra e os Nirguna Mantra. Os primeiros são os que têm tradução e aludem a uma pessoa, cuja forma pode ser visualizada. Os segundos podem ter tradução ou não, e são abstratos no seu sentido. Por exemplo: "AUM Namah Shivaya" é um Saguna Mantra pois refere-se a Shiva, o criador do Yoga. Já o AUM sozinho é um Nirguna Mantra pois se refere a ninguém, senão ao Absoluto. AUM não tem tradução alguma, mas devido à grande gama de efeitos sobre o corpo e a mente de quem o vocaliza ou mentaliza, é considerado o "Corpo de Deus".

É o  mais poderoso de todos os mantras. Todos os outros são considerados "aspectos do AUM" e "AUM" é a matriz de todos os demais mantras. Todas as letras do alfabeto são emanações do som primordial representado pelo supremo mantra AUM. O AUM é a origem e o fim de todo verbo. Todo o Universo procede de AUM, conserva-se em AUM e nele se dissolve. AUM é a Criação, a Conservação e a Renovação da Trimurti (trindade) hindu. Logo, de todos os mantras utilizados para a meditação, o AUM é o que produz melhores resultados.

AUM é o bija mantra do ájña chakra, isto é, o som-semente que desenvolve o centro de força da terceira visão, responsável pela intuição, meditação e pelos fenômenos da telepatia e da clarividência. Sendo o mantra mais completo e equilibrado, sua vocalização não oferece nenhum perigo nem contra-indicação. É um mantra altamente positivo que impede sentimentos malévolos e transmuta os pensamentos negativos em seus complementares elevados. Atua profundamente no sistema nervoso e no glandular. É estimulante e ao mesmo tempo tranqüilizante pois consiste numa vibração sáttvica (que contém em si, tamas e rajas sublimados).

Quando se escreve o AUM em caracteres sânscritos (deva nagari) ele se torna um símbolo gráfico e é denominado Yantra. A especialidade que estuda a ciência de traçar e utilizar os símbolos denomina-se Yantra Yoga. O AUM pode ser traçado de diversas formas. Cada maneira de traçar encerra determinada classe de efeitos e de características ou tendências filosóficas. Cada escola adota um traçado típico do OM que tenha a ver com os seus objetivos e passa a constituir símbolo seu, não se devendo usar outro tipo de traçado para que não haja choque de egrégoras."

O termo em Sanscrito ou Mantra AUM, alude a linguagem como emanação ou expressão do Manas, a Mente. Um Mantra é um instrumento da Mente, do Pensamento. Na filosofia Hindú, um texto Sagrado, uma oração, um verso, uma palavra ou um simples Som pode ser um Mantra.

Conta a Tradição Hindú que o AUM foi revelado a os Sri ( Sábios videntes ) que receberam os Vedas em tempos imemoriais, quando estavam em estado arrebatado de meditação, em contato com o "Alto".

Antes do Universo manifesto ( mana-rupa: o mundo dos nomes e das formas ), se encontra o Eterno Logos, Verbo fundamental de Deus, que contem em sí, em potência, todas as idéias, todos os nomes e todas as formas. O AUM é considerado o Som mais próximo desta Palavra Divina e origem de todas as demias.

Todo o Universo vibra em AUM. Seus diversos eventos constituintes são modulações do AUM básico: energia vibrando em várias frequencias. OM é Nada-Brahman, "o Som do Absoluto". Por isto sua repetição se torna um veículo para focar a "nossa" consciência com A Consciência Absoluta.

A Flor de Lótus e sua Simbologia


Certo dia, à margem de um tranqüilo lago solitário, a cuja margem se erguiam frondosas árvores com perfumosas flores de mil cores, e coalhadas de ninhos onde aves canoras chilreavam, encontraram-se quatro elementos irmãos: o fogo, o ar, a água e a terra. - Quanto tempo sem nos vermos em nossa nudez primitiva - disse o fogo cheio de entusiasmo, como é de sua natureza. É verdade - disse o ar. - É um destino bem curioso o nosso. À custa de tanto nos prestarmos para construir formas e mais formas, tornamo-nos escravos de nossa obra e perdemos nossa liberdade. - Não te queixes - disse a água -, pois estamos obedecendo à Lei, e é um Divino Prazer servir à Criação. Por outro lado, não perdemos nossa liberdade; tu corres de um lado para outro, à tua vontade; o irmão fogo, entra e sai por toda parte servindo a vida e a morte. Eu faço o mesmo. - Em todo o caso, sou eu quem deveria me queixar - disse a terra - pois estou sempre imóvel, e mesmo sem minha vontade, dou voltas e mais voltas, sem descansar no mesmo espaço. - Não entristeçais minha felicidade ao ver-nos - tornou a dizer o fogo - com discussões supérfluas. É melhor festejarmos estes momentos em que nos encontrarmos fora da forma. Regozijemo-nos à sombra destas árvores e à margem deste lago formado pela nossa união. Todos o aplaudiram e se entregaram ao mais feliz companheirismo. Cada um contou o que havia feito durante sua longa ausência, as maravilhas que tinham construído e destruído. Cada um se orgulhou de se haver prestado para que a Vida se manifestasse através de formas sempre mais belas e mais perfeitas. E mais se regozijaram, pensando na multidão de vezes que se uniram fragmentariamente para o seu trabalho. Em meio de tão grande alegria, existia uma nuvem: o homem. Ah! como ele era ingrato. Haviam-no construído com seus mais perfeitos e puros materiais, e o homem abusava deles, perdendo-os. Tiveram desejo de retirar sua cooperação e privá-lo de realizar suas experiências no plano físico. Porém a nuvem dissipou-se e a alegria voltou a reinar entre os quatro irmãos. Aproximando-se o momento de se separarem, pensaram em deixar uma recordação que perpetuasse através das idades a felicidade de seu encontro. Resolveram criar alguma coisa especial que, composta de fragmentos de cada um deles harmonicamente combinados, fosse também a expressão de suas diferenças e independência, e servisse de símbolo e exemplo para o homem. Houve muitos projetos que foram abandonados por serem incompletos e insuficientes. Por fim, refletindo-se no lago, os quatro disseram: - E se construíssemos uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste na água e as folhas e flores fora dela? - A idéia pareceu digna de experiência. Eu porei as melhores forças de minhas entranhas - disse a terra - e alimentarei suas raízes. - Eu porei as melhores linfas de meus seios - disse a água - e farei crescer sua haste. - Eu porei minhas melhores brisas - disse o ar - e tonificarei a planta. - Eu porei todo o rneu calor - disse o fogo - para dar às suas corolas as mais formosas cores. Dito e feito. Os quatro irmãos começaram a sua obra. Fibra sobre fibra foram construídas as raízes, a haste, as folhas e as flores. O sol abençoou-a e a planta deu entrada na flora regional, saudada como rainha. Quando os quatro elementos se separaram, a Flor de Lótus brilhava no lago em sua beleza imaculada, e servia para o homem como símbolo da pureza e perfeição humana. Consultaram-se os astros, e foi fixada a data de 8 de maio - quando a Terra está sob a influência da Constelação de Taurus, símbolo do Poder Criador - para a comemoração que desde épocas remotas se tem perpetuado através das idades. Foi espalhada esta comemoração por todos os países do Ocidente, e, em 1948, o dia 8 de Maio se tomou também o "Dia da Paz".

A flor-de-lótus (Nelumbo nucifera), também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia, principalmente).

Olhada com respeito e veneração pelos povos orientais, ela é freqüentemente associada a Buda, por representar a pureza emergindo imaculada de águas lodosas. No Japão, por exemplo, esta flor é tão admirada que, quando chega a primavera, o povo costuma ir aos lagos para ver o botão se transformando em flor.

Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro.
A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Boddhisattvas, de acordo com sua posição relativa e relação mútua.
Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.
O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.
Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara.
A semente da Iluminação está sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram nos ciclos passados do mundo, também os Iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente.

Incensos/ Essências e seus significados

Incensos

O incenso tem a incumbência de levar a prece para o céu. Seu uso é universal, associando o homem à divindade, o finito ao infinito, o mortal ao imortal, Relacionado ao elemento ar, representa a percepção da consciência que (no ar) está presente em toda parte.


Perfumes e Significados

Amor: Almíscar, Jasmim, Maça, Rosa, Lótus, Ópium, Sândalo, Patchoulli
Limpeza: Alecrim, Arruda, Eucalipto, Canela, Cravo
Espiritualidade: Mirra, Violeta, Rosa
Meditação: Violeta, Mirra, Rosa, Verbana
Acalmar: Alecrim, Alfazema, Flor de Maça, Jasmim
Atrair os Encantados: Pinho, Eucalipto, Maça
Estudos: Alfazema, lótus, Jasmim, Rosa
Energizar: Canela, Eucalípto, Cravo


Signos e Aromas

Áries: Almiscar, Sândalo, Ópium
Touro: Pinho Eucalipto, Cravo, Canela
Gêmeos: Rosa, Alecrim, Jasmim
Cancer: Maça, Alfazema, Violeta
Leão: Patchouli, Almíscar, Sândalo, Ópium
Virgem: Rosa, Alfazema, Benjoim
Libra: Maça, Rosa, Cedro
Escorpião: Almíscar, Ópium, Eucalipto
Sagitário: Cravo, Canela, Rosa
Capricórnio: Lótus, Alecrim
Aquário: Violeta, Rosas, Flores do Campo
Peixes: Violeta, Alecrim, Alfazema



Essências



Essências naturais Utilidades e características

Acácia Usado para revelar aspectos da vida futura, é tranqüilizante e estimula o amor sereno e carinhoso.
Alecrim Estimulante mental, ativa a memória dispersando o cansaço da mente, estimula a consciência, animador anti-depressivo.
Alfazema Atua no plano astral eliminando maus fluidos, e as energias negativas nos ambientes.
Almíscar Afrodisíaco, ativa a sensibilidade, revitalizante mental.
Angélica Estimula a fé promove a conexão com o reino angelical.
Arruda Proteção, Usado a noite, garante um sono mais tranqüilo. Importante filtro contra espíritos negativo, mau olhado, inveja e má sorte. Usado na limpeza contra energias negativas.
Benjoim Limpa E descarrega ambiente neutraliza inveja, mau olhado e etc. Propicia a serenidade e purificação espiritual.
Calandre Ativa a concentração desperta o interesse pelo desconhecido. Harmonizante no aspecto familiar.
Canela Atrai dinheiro, clientes, novos amores, casamento, domina o sexo oposto. Atrai bons fluidos.
Cânfora Usada em massagens para relaxamento muscular, vaporizado atua contra o egoísmo, inveja exaustão nervosa e elimina a negat ividade
Cedro Possui propriedades sexuais. Diminui a Compulsividade e o medo. Tem efeito vigorante
Cipreste Aroma dos Arcanjos. Propicia um clima de fraternidade, harmonia prosperidade e conciliação. Indicado em reuniões.
Cravo Estimulante mental, ativa memória fraca, a coragem e revitaliza o corpo. Também neutraliza a tristeza e a magoa.
Dama Da Noite Usavam oferta-la a deusa do amor (Vênus). Propicia a paixão e atrai novos amores. Ativa o emocional.
Eucalipto    Harmoniza e estabiliza emoções, ansiedade, meditação  bom para o stress.
Flor De Laranjeira Estimula harmonia, carinho, alegria e felicidade. Calmante em caso de nevorsismo, insônia, tensão e preocupação.
Flor De Pitanga Revitalizante energético, ativa a sensibilidade e é atuante na área de conquista materiais.
Hortelã   Grande inibidor da fome evitando o consumo desnecessário de alimentos. Bom para o equilíbrio emocional.
Jasmim Calmante anti-depresivo estimulante da sensibilidade, sempre usado na composição de perfumes afrodisíacos.
Lavanda Calmante para agitação, excitação, insônia, irritação, diminui a ansiedade, tensão, depressão. Dissolve negativismo e obstinação.
Lótus Utilizado por clarividentes. Ajuda na concentração mental no relaxamento, inibe a compulsividade o medo e a  insegurança interior.
Madeira Dissolve sentimentos de apreensão, preocupação excessiva. Contra medo, compulsividade. Confortante /necessidade de amparo, insegurança.
Mirra Como óleo e usado para limpeza da casa, afasta maus fluidos e abre  caminho, é também poderoso condutor de entidades do astral.
Olíbano É usado pelos povos africanos para ajudar na concentração de espíritos e divindades positivas, forte condensador de energia.
Orquídea Estimula a independência. Ajuda na auto –suficiência pessoal. Tranqüiliza ânimos exaltado.
Patchuli Estimulante sexual, anti-depressivo e revigorante. Muito usado como afrodisíaco e atua contra impotência sexual masculina.
Raízes Indicado para estabilizar o sistema emocional. Direciona também o equilíbrio financeiro.
Rosas Trabalha com a energia solar, trazendo alegria e vitalidade ao coração. Anti-depressivo. Bom para pressão baixa, tensão nervosa e stress.
Sândalo Relaxante / calmante, induz o relaxamento profundo e o auto controle. Usado em trabalhos psíquicos, ioga e meditação.
Sésamo Propicia a prosperidade, atrai novos amigos, clientes e estimula a criatividade.
Verbena Afasta a negatividade, tristeza e melancolia, nos libera de energias negativas atraindo a desenvoltura, alegria e bom astral.
Ylang Ylang Potencializa a auto-estima. O indicado para o equilíbrio do sistema nervoso. Fortalece a capacidade de sentir prazer e viver a própria sensualidade.

Glossário


Notas sobre a transliteração

A

ABHIDHARMA-PITAKA (sânsc.; páli ABHIDHAMMA-PITAKA) - compilação de ensinamentos sobre filosofia, psicologia e metafísica. Veja TRIPITAKA.
ABHIDHARMA-KOSHA (sânsc.) - texto do monge indiano VASUBANDHU (século V) sobre a escola SARVASTIVADA.
ABHISHEKA (sânsc.; tib. WANGKUR/ DBANG SKUR) - ordenação, iniciação.
ACHARYA (sânsc.; jap. AJARI) - professor, mestre.
ADI-BUDDHA - veja SAMANTABHADRA.
AGAMA (sânsc.; páli NIKAYA) - coleção de escrituras budistas (SUTRA).
AGREGADO - veja SKANDHA.
AKSHOBHYA - um dos cinco DHYANI-BUDDHAS.
ALAYA-VIJNANA (sânsc.)- consciência armazém; conceito da escola YOGACHARA para definir uma consciência cósmica que armazena todos os fenômenos.
AMITABHA (sânsc.; chin. O-MI-TUO; jap. AMIDA; tib. ÖPAGMED/ 'OD DPAG MED) - um dos cinco DHYANI-BUDDDHAS, associado à TERRA PURA do oeste, Sukhavati.
ANANDA - primo do Buddha SHAKYAMUNI e um de seus principais discípulos.
ANAPANASATI (páli) - meditação sobre a respiração.
ANATMAN (sânsc.; páli ANATTA) - não-eu, não-ego, não-essência; ausência de qualquer indivíduo ou essência independente ou permanente. Veja TRILAKSHANA.
ANGUTTARA-NIKAYA (páli) - Coleção Numérica; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
ANITYA (sânsc.; páli ANITTA) - impermanência. Veja TRILAKSHANA.
ANTARABHAVA (sânsc.) - veja BARDO.
ANUTTARA-SAMYAK-SAMBODHI (sânsc.; jap. ANOKUTARA-SANMYAKU-SANBODAI) - iluminação insuperável, completa e perfeita.
ARHAT (sânsc.; páli ARAHAT, chin. LO-HAN, jap. RAKAN; tib. DRACHOMPA/ DGRA BCOM PA) - ser perfeito, aquele que conseguiu superar o sofrimento do SAMSARA e alcançar o NIRVANA; o objetivo das escolas não-Mahayana. Pode ser ouvinte (SHRAVAKA) ou realizador solitário (PRATYEKA-BUDDHA).
ARYADEVA - monge indiano (século III), discípulo de NAGARJUNA; um dos fundadores da filosofia MADHYAMAKA.
ARYASATYA (sânsc.; páli ARYASATTA) - veja QUATRO VERDADES NOBRES.
ASANGA - monge indiano (século IV), fundador da escola YOGACHARA, irmão de VASUBANDHU.
ASHOKA - rei indiano (século III) da dinastia Maurya, grande propagador do budismo.
ASHVAGHOSHA - poeta e filósofo MAHAYANA indiano (séculos I-II).
ASURA (sânsc. e páli) - semi-deus, titã; um dos seis GATI.
ATISHA DIPAMKARA SHRIJNANA (sânsc.; tib. JOWOJE/ JO BO RJE) - monge indiano que fundou a escola KADAM do budismo tibetno.
ATI-YOGA (sânsc.) - YOGA primordial, DZOGCHEN.
AVALOKITESHVARA (sânsc.; chin. KUAN-YIN, KUAN-HSI-YIN; jap. KANNON, KANZEON, KANJIZAI; tib. CHENREZIG/ SPYAN RAS GZIGS) - no budismo MAHAYANA, o BODHISATTVA da grande compaixão.
AVATAMSAKA-SUTRA (sânsc.; jap. KEGON-KYÔ) - Discurso da Guirlanda de Flores; texto do budismo MAHAYANA de grade importância para as escolas HUA-YEN e KEGON.
AVIDYA (sânsc.; páli AVIJJA; jap. MUMYÔ; tib. MARIGPA/ MA RIG PA) - ignorância, delusão.

B

BANKEI EITAKU YOTAKI - monge ZEN japonês (1622-1693) da linhagem RINZAI.
BARDO (tib. BAR DO; sânc. ANTARABHAVA) - no budismo tibetano, o estado intermediário entre a morte e o renascimento; uma das seis yogas de Napora (tib. NARO CHÖDRUG).
BARDO TÖDRÖL (tib. BAR DO THOS SGROL) - Liberação através do Entendimento no Estado Intermediário; popularmente conhecido como o "Livro Tibetano dos Mortos", texto sobre o processo da morte e renascimento.
BASSUI ZENJI - monge ZEN japonês (1327-1387) da escola RINZAI.
BHAISHAJYAGURU (sânsc.; chin. YAO-HSI-FU; jap. YAKUSHI NYORAI; tib. MENGYI LAMA/ SMAN GYI BLA MA) - no budismo MAHAYANA, o BUDDHA da medicina, o buddha curador.
BHAVA-CHAKRA (sânsc.; tib. SIPE KHORLO/ SRID PA'I KHOR LO) a roda da vida; representação iconográgica dos seis reinos (GATI) do SAMSARA.
BHAVANA (sânsc. e páli) - meditação.
BHIKSHU (sânsc.; páli BHIKKHU) - monge.
BHIKSHUNI (sânsc.; páli BHIKKHUNI) - monja.
BHUMI (sânsc.) - no budismo MAHAYANA, cada um dos dez estágios do BODHISATTVA até alcançar a iluminação (BODHI).
BINDU (sânsc.; páli THIGLE/ THIG LE) - no budismo VAJRAYANA, essência ou gota de energia sutil.
BODHI (sânsc. e páli; chin. WU; jap. SATORI, KENSHÔ; tib. CHANGCHUB/ BYANG CHUB) - iluminação, despertar.
BODHICHITTA (sânsc.) - mente da iluminação; no budismo MAHAYANA, a mente altruísta que visa beneficiar a todos os seres; a mente do BODHISATTVA.
BODHIDHARMA (sânsc.; chin. P'U-T'I-TA-MO; jap. BODAI DARUMA) - um dos ancestrais do ZEN (séculos V-VI) que introduziu esta escola na China.
BODHISATTVA (sânsc.; páli BODHISATTA; chin. PU-SA; tib. BOSATSU, BODAISATTA; tib. CHANGCHUBSEMPA/ BYANG CHUB SEMS DPA') - ser da iluminação; no budismo MAHAYANA, ser de grande compaixão que procura ajudar a todos os seres, praticando as seis perfeições (PARAMITA) e realizando a mente da iluminação (BODHICHITTA).
BÖN[-PO] (tib. BON PO) - religião xamânica tibetana anterior à introdução do budismo.
BOROBUDUR - grande construção em forma de MANDALA, na ilha de Java, Indonésia.
BOSATSU (jap.) - veja BODHISATTVA.
BRAHMA-VIHARA (sânsc. e páli) - meditações ilimitadas; amor (MAITRI), compaixão (KARUNA), alegria (MUDITA) e equanimidade (UPEKSHA).
BUDDHA (sânsc.; chin. FO; jap. HOTOKE, BUTSU; tib. SANGYE/ SANGS RGYAS) - desperto, iluminado; aquele que alcançou a iluminação (BODHI), um dos três preciosos (TRIRATNA).
BUDDHAGHOSHA - monge da escola THERAVADA (século IV) que estudou no Sri Lanka; autor do VISUDDHI-MAGGA.
BUDDHAT[V]A (sânsc.; jap. BUSSHÔ; tib. SANGYENYID/ SANGS RGYAS NYID) - natureza búdica.
BUTSU (jap.) - veja BUDDHA.
BUTSUDAN (jap.) - no budismo japonês, pequeno altar familiar.

C

CHAKRA (sânsc.) - roda; centro de energia sutil.
CH'AN (chin.) - veja ZEN.
CHA-NO-YU (jap.) - cerimônia do chá.
CH'ENG-SHIH (chin.; jap. JÔJITSU) - escola chinesa, baseada nos ensinamentos da filosofia indiana SAUTRANTIKA; seu texto principal é o SATYASIDDHI, escrito por HARIVARMAN (século IV).
CHENREZIG (tib. SPYAN RAS GZIGS) - veja AVALOKITESHVARA.
CHIEN-CHEN (chin; jap. GANJIN) - monge chinês (688-763), fundador da escola LÜ-TSUNG (jap. RITSU).
CHIH-I (chin; jap. CHISHA) - monge chinês (538-597), fundador da escola T'IEN-T'AI (jap. TENDAI).
CHIH-KUAN (chin.) - veja SHAMATHA-VIPASHYANA.
CHIH-TUN - monge chinês (314-366), fundador da escola Prajna.
CHI-KUAN (chin.) - veja KÔAN.
CHING-T'U[-TSUNG] (chin.; jap. JÔDO- [SHÛ]) - escola fundada pelo monge chinês HUI-YÜAN em 402, centralizada na veneração do Buddha AMITABHA.
CHITTAMATRA (sânsc.) - apenas mente; principal ensinamento da filosofia YOGACHARA.
CHI-TSANG - monge chinês (549-623) da escola SAN-LUN (SANRON), autor de diversos comentários sobre a filosofia MADHYAMAKA.
CHÖ (tib. BCOD) - cortar; no budismo tibetano, medição para "cortar" o conceito de personalidade.
CHÖRTEN (tib. CHOS RTEN) - veja STUPA.
CHU-HUNG - monge chinês (1535-1615) que desenvolveu um movimento leigo, combinando as escolas ZEN e JÔDO.
CHU-SHE (chin.; jap. KOSHA) - escola chinesa baseada nos ensinamentos do ABHIDHARMA-KOSHA; fazia parte da escola FA-HSIANG (jap. HOSSÔ).

D

DAIGIDAN (jap.) - grande dúvida; um dos TRÊS PILARES DO ZEN.
DAINICHI-KYÔ (jap.) - veja MAHAVAIROCHANA-SUTRA.
DAIOSHÔ (jap.) - grande monge; termo honorífico de mestres ZEN.
DAISHI (jap.) - grande mestre; título honoriífico do budismo japonês.
DAISHIKAN (jap.) - grande raiz de fé; um dos TRÊS PILARES DO ZEN.
DAITOKU-JI (jap.) - Monastério da Grande Virtude; um dos maiores monastérios ZEN de Kyôtô, no Japão.
DAKINI (tib. KA[N]DRO[MA]/ MKA' GRO [MA]) - No budismo VAJRAYANA, ser de sabedoria feminino, irado, que trasmite ensinamentos tântricos.
DALAI LAMA (tib. TA LA'I BLA MA) - Oceano de Sabedoria; título honorífico concedido pelo príncipe mongol Althan Kham ao líder da escola tibetana GELUG, em 1578.
DANA (sânsc. e páli) - generosidade; um dos seis PARAMITAS.
DANGYÔ (jap.) - veja LIU-TSU-TA-SHIH FA-PAO-T'AN-CHIING.
DARUMA (jap.) - veja BODHIDHARMA.
DENKÔROKU (jap.) - Transmissão da Luz; coletânea de episódios sobre as transmissões da escola SÔTO ZEN.
DEVA (sânsc. e páli) - deus, divindade; um dos seus GATI.
DHAMMAPADA (páli) - parte do KHUDDAKA-NIKAYA com com 426 versos sobre o ensinamento budista.
DHARANI (sânsc.) - no budismo MAHAYANA, pequenas escrituras com sílabas de significado simbólico, geralmente mais longos que os MANTRAS.
DHARMA (sânsc.; páli DHAMMA; chin. FA; jap. HÔ; tib. CHÖ/ CHOS) - o ensinamento de BUDDHA, uma das Três Jóias (TRIRATNA); com letra minúscula, dharma geralmente se refere a um fenômeno ou manifestação da realidade.
DHARMACHAKRA (sânsc.; páli DHAMMACHAKKRA) - roda do Dharma; o símbolo do budismo.
DHARMAGUPTAKA (sânsc.; páli DHAMMAGUTTIKA; chin. LÜ-TSUNG; jap. RITSU[-SHÛ]) - protetor do ensinamento; escola fundada pelo monge indiano Dharmaguptaka, pertencente ao grupo STHAVIRA.
DHARMAKAYA (sânsc.; tib. CHÖKU/ CHOS SKU) - corpo do Dharma; um dos três corpos (TRIKAYA).
DHARMAKIRTI - monge indiano (século VII) da filosofia YOGACHARA.
DHARMAPALA - guardião dos ensinamentos, protetor do DHARMA.
DHYANA (sânsc.; páli JHANA; chin. CH'AN; jap. ZEN; tib. SAMTEN/ BSAM GTAN) - concentração, absorção meditativa.
DHYANI-BUDDHA (sânsc.) - BUDDHA meditacional; no budismo MAHAYANA, os cinco buddhas transcendentes que representam os aspectos da mente iluminada; VAIROCHANA, AMITABHA, AMOGHASIDDHI, AKSHOBHYA e RATNASAMBHAVA.
DIGHA-NIKAYA (páli) - Coleção Longa; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
DIGNAGA - monge indiano (480-540) da escola YOGACHARA.
DIPAMKARA - BUDDHA lendário de um passado distante.
DÔGEN ZENJI - monge ZEN japonês (1200-1253), fundador da escola SÔTÔ.
DOKUSAN (jap.) - entrevista formal de estudante ZEN com seu mestre.
DORJE (tib. RDO RJE) - veja VAJRA.
DOSHÔ - monge japonês (629-700), fundador da escola HOSSÔ.
DRILBU (tib. DRIL BU) - veja GANTHA.
DUHKKHA (sânsc.; páli DUKKHA) - sofrimento, dor; uma das QUATRO VERDADES NOBRES. Veja também: TRILAKSHANA.
DZOGCHEN (tib. RDZOGS CHEN) - Grande Perfeição; principal ensinamento da escola tibetana NYINGMA.

E

EIHEI-JI - Monastério da Paz Eterna; um dos principais monastérios da escola SÔTÔ ZEN no Japão.
EISAI ZENJI - monge japonês (1141-1215) da linhagem RINZAI ÔRYÔ, que introduziu o ZEN no Japão.
EKA (jap.) - veja HUI-K'O.
ENGAKU-JI - Monastério da Iluminação Completa; monastério ZEN fundado em 1282 na cidade de Kamakura, no Japão.
ENNIN - monge japonês (793-864) da escola TENDAI, discípulo de SAICHÔ.
EN'Ô (jap.) - veja HUI-NENG.
ENSÔ (jap.) - círculo; no budismo ZEN, símbolo do vazio, do absoluto, da iluminação.

F

FA-HSIANG (chin.; jap. HOSSÔ) - escola chinesa fundada por HSÜAN-TSANG (600-664) e K'UEI-CHI (638-682), com base na filosofia indiana YOGACHARA.
FA-HSIEN - monge peregrino chinês (337-422) que viveu muitos por anos na Índia.
FA-LANG - monge chinês (507-581) da escola SAN-LUN.
FUGEN (jap.) - veja SAMANTABHADRA.
FUKAN-ZAZENGI (jap.) - Princípios Gerais para a Prática da Meditação; texto de DÔGEN ZENJI.

G

GAMPOPA (tib. SGAM PO PA) - monge tibetano (1079-1153), fundador da escola KAGYÜ.
GANTHA (sânsc.; jap. KONGÔ-REI; tib. DRILBU) - no budismo VAJRAYANA, instrumento que representa a sabedoria (PRAJNA).
GANJIN (jap.) - veja CHIEN-CHEN.
GATI (sânsc.) - modo de existência em um reino do samsara; divino (DEVA), semi-divino (ASURA), humano (MANUSHYA), animal (TIRYAK), fantasmagórico (PRETA) ou infernal (NARAKA).
GELUG[-PA] (tib. DGE LUGS [PA]) - escola VAJRAYANA fundada pelo monge tibetano TSONGKHAPA (1357-1419), centralizada nos ensinamentos do LAMRIM.
GENJÔKÔAN (jap.)- O KÔAN da Vida Diária; texto de DÔGEN ZENJI.
GOKE-SHICHISHÛ (jap.) - cinco casas e sete escolas; as linhagens do budismo ZEN chinês surgidas durante a dinastia T'ang (618-907).
GRANDE VEÍCULO - veja MAHAYANA.
GRIDHRAKUTA (sânsc.) - Pico dos Abutres; monatanha indiana onde SHAKYAMUNI teria transmitido os ensinamentos MAHAYANA.
GURU (sânsc.; tib. LAMA/ BLA MA) - mestre espiritual, uma das TRÊS RAÍZES do budismo VAJRAYANA.
GURU RINPOCHE (tib.) - Mestre Precioso; veja PADMASAMBHAVA.
GYULÜ (tib. SGYU LUS) - corpo ilusório; uma das seis yogas de Naropa (NARO CHÖDRUG).

H

HAIKU (jap.) - poesia japonesa de dezesseis sílabas.
HAKUIN ZENJI - monge ZEN japonês (1689-1769) da escola RINZAI, autor do famoso KÔAN "qual o som de uma só mão batendo palmas?"
HANKA-FUZA (jap.) - postura de meio-lótus, na qual uma perna fica sobre a outra.
HANNYA (jap.) - veja PRAJNA.
HANNYA SHINGYÔ (jap.) - veja MAHA-PRAJNAPARAMITA HRIDAYA SUTRA.
HARIVARMAN - monge indiano (século IV) cujos trabalhos originaram a escola SATYASIDDHI (chin. CH'ENG-SHIH, jap. JÔJITSU).
HASSU (jap.) - sucessor do dharma, ancestral, patriarca.
HAYAGRIVA (sânsc.; jap. BATÔ MYÔ-Ô; tib. TADRIN/ RTA MGRIN) - manifestação irada de AVALOKITESHVARA, com cabeça de cavalo.
HINAYANA (sânsc.) - Pequeno Veículo; no MAHAYANA, termo pejorativo originalemte usado para denegrir a escola SARVASTIVADA e suas dissidências, SAUTRANTIKA e VAIBHASHIKA; no VAJRAYANA, a primeira etapa do caminho espiritual, o fundamento para as práticas do MAHAYANA.
HÔGEN[-SHÛ] (jap.; chin. FA-YEN[-TSUNG]) - escola ZEN chinesa da tradição GOKE-SHICHISHÛ.
HÔNEN - monge japonês (1133-1212), fundador da escola da TERRA PURA (jap. JÔDO-SHÛ).
HOSSÔ (chin. FA-HSIANG) - escola japonesa fundada pelo monge DÔSHÔ (629-700), com base nos ensinamentos da escola chinesa FA-HSIANG.
HOTEI (jap.) - veja PU-TAI.
HOTOKE (jap.) - veja BUDDHA.
HSÜAN-TSANG - monge peregrino chinês (600-664), fundador da escola FA-HSIANG, traduziu muitos textos do sânscrito para o chinês.
HUA-YEN (jap. KEGON) - Escola da Guirlanda de Flores; escola chinesa fundada pelo monge FA-TSANG (643-712) com base nos ensinamentos do AVATAMSAKA SUTRA.
HUI-K'O (jap. EKA) - monge ZEN chinês (487-593), discípulo e sucessor de BODHIDHARMA.
HUI-NENG (jap. EN'Ô) - monge ZEN chinês (638-713), sexto patricarca do ZEN na China.
HUI-YÜAN - monge chinês (336-416), fundador da escola da TERRA PURA (chin. CHING-T'U-TSUNG).
HUNG-JEN (jap. GUNIN, KÔNIN) - monge chinês (601-674), quinto patriarca do ZEN na China.

I

I-CHING - monge e peregrino chinês (635-713), um dos principais tradutores de textos do sânscrito para o chinês.
ILUMINAÇÃO - veja BODHI.
INGA (jap.) - causa e efeito, KARMA.
INKA-SHÔMEI (jap.) confirmação da transmissão ZEN de um mestre a um discípulo.
INNEN (jap.) - causa e efeito, KARMA.
ISHTA-DEVATA (sânsc.; tib. YI DAM) - no budismo VAJRAYANA, divindade meditacional.
ISHIN-DENSHIN (jap.) - no budismo ZEN, transmissão de coração-mente para coração mente.

J

JAMGÖN KONGTRÜL (tib. 'JAM MGON KONG SPRUL) - monge tibetano (1813-1899), um dos criadores do movimento RIME.
JAMPA (tib. BYAMS PA) - veja MAITREYA.
JAMPEL (tib. 'JAM DPAL) - veja MANJUSHRI.
JATAKA - seção do KHUDDHAKA-NIKAYA com as lendas sobre as vidas passadas do Buddha SHAKYAMUNI.
JE RINPOCHE (tib. JE RIN PO CHE) - veja TSONGKHAPA.
JIRIKI (jap.) - poder próprio (para alcançar a iluminação); o oposto de TARIKI.
JIZÔ (jap.) - veja KSHITIGARBHA.
JÔDO-SHINSHÛ (jap.) - Verdadeira Escola da TERRA PURA, fundada pelo monge japonês SHINRAN (1173-1262), com base nos ensinamentos da escola JÔDO-SHÛ.
JÔDO[-SHÛ] (jap.) - Escola da TERRA PURA, fundada pelo monge japonês HÔNEN (1133-1212) com base na escola CHING-T'U-TSUNG chinesa.
JÔJITSU (jap.) - Escola da Perfeição da Verdade, fundada no Japão pelo monge coreano EKWAN em 625, com base na escola CH'ENG-SHIH chinesa. A escola não exite independentemente, mas sim como uma parte da escola japonesa SANRON (chin. SAN-LUN).
JÛGYÛ[-NO]-ZU (jap.) - Dez Figuras de Boiadeiro; representação gráfica dos diversos níveis de realização ZEN.
JÛJÛ[-KIN]-KAI (jap.) - Dez Preceitos Principais da escola ZEN (não matar, não roubar, não cometer adultério, não mentir, não difamar, não ser orgulhoso ao elogiar, não cobiçar, não ter raiva, não difamar as Três Jóias).
JÛKAI (jap.) - receber os preceitos budistas.

K

KADAM[-PA] (tib. BKA' GDAMS [PA]) - Escola da Instrução Oral, escola VAJRAYANA tibetana fundada pelo monge indiano ATISHA (980/90-1055), precursora da escola GELUG.
KAGYÜ[-PA] (tib. BKA' RGYUD [PA]) - Escola da Transmissão Oral, escola VAJRAYANA tibetana fundada pelo monge GAMPOPA (1079-1153), centralizada nos ensinamentos MAHAMUDRA.
KALACHAKRA (tib. DÜKYI KHORLO/ DUS KYI 'KHOR LO) - Roda do Tempo; o TANTRA mais complexo e popular do budismo VAJRAYANA tibetano.
KALPA (sânsc.; páli KAPPA) - período de tempo correspondente a 4.320.000 anos.
KANCHÔ (jap.) - abade geral de um monastério ZEN.
KANDROMA (tib. MKA' 'GRO MA) - veja DAKINI.
KANGYUR-TENGYUR (tib. BKA' GYUR BSTAN 'GYUR) - Tradução da Palavra e Tradução do Ensinamento; o cânone do budismo tibetano.
KANNON (jap.) - veja AVALOKITESHVARA.
KANZEON (jap.) - veja AVALOKITESHVARA.
KARMA (sânsc.; páli KAMMA; jap. INGA, INNEN; tib. LE/ LAS) - ação; causa e efeito.
KARMAPA (tib. KA RMA PA) - líder da escola tibetana KARMA KAGYÜ.
KARUNA (sânsc. e páli) - compaixão; um dos quatro BRAHMA-HIHARAS.
KASAYA (sânsc.) - veja KESA.
KEGON-KYÔ (jap.) - veja AVATAMSAKA SUTRA.
KEGON-SHÛ (jap.) - Escola da Guirlanda de Flores; escola fundada no Japão pelo monge chinês Shen-hsiang (jap. Shinshô), com base nos ensinamentos da escola chinesa HUA-YEN.
KEIZAN JÔKIN - monge ZEN japonês (1268-1325) da linhagem SÔTÔ.
KEKKA-FUZA (jap.; sânsc. PADMASANA) - posição de lótus completa, com cada pé sobre a coxa oposta.
KENSHÔ (jap.) - veja BODHI.
KESA (jap.; sânsc. KASAYA) - manto; parte do hábito utilizado pelos monges ZEN.
KHUDDAKA-NIKAYA (páli) - Coleção Curta; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
KIN'HIN (jap.) - andar ZEN, praticado entre os períodos de ZAZEN.
KÔAN (jap.; chin. KUNG-AN) - frase ou episódio ZEN que utiliza o paradoxo para transcender a lógica ou os preceitos; utilizado especialmente pela escola RINZAI.
KÔBO-DAISHI - veja KÛKAI.
KOKORO (sino-jap. SHIN) - coração-mente.
KOSHA[-SHÛ] - escola japonesa surgida entre os séculos VII e VIII, baseada na escola chinesa CUSHE.
KSHANTI (sânsc.; páli KHANTI) - paciência; um dos seis PARAMITAS.
KSHITIGARBHA (chin. T'I-T'SANG; jap. JIZÔ) - no budismo MAHAYANA, o BODHISATTVA que protege dos tormentos, principalemte as crianças.
KÛ (jap.) - veja SHUNYA.
KUAN-HSI-YIN (chin.) - veja AVALOKITESHVARA.
KUAN-YIN (chin.) - veja AVALOKITESHVARA.
K'UEI-CHI - monge chinês (632-835), discípulo de HSÜAN-TSANG e co-fundador da escola FA-HSIANG.
KÛKAI - monge japonês (774-835), também conhecido como KÔBO-DAISHI, que fundou a escola SHINGON com base nos ensinamentos da escola chinesa MI-TSUNG.
KUMARAJIVA - um dos principais tradutores de textos budistas do sânscrito para o chinês (344-413).
KUNG-AN (chin.) - veja KÔAN.
KYÔ (jap.) - veja SUTRA.
KYOSAKU (jap.) - no budismo ZEN, bastão utilizado para "despertar" os praticantes de ZAZEN com uma batida no ombro.

L

LALITAVISTARA (sânsc.) - biografia tradicional sobre o Buddha SHAKYAMUNI.
LAMA (tib. BLA MA) - veja GURU.
LAMDRE (tib. LAM BRAS) - Caminho e Fruto; principal ensinamento da escola tibetana SAKYA.
LAMRIM (tib. LAM RIM) - Estágios do Caminho; principal ensinamento da escola tibetana GELUG.
LANKAVATARA SUTRA (sânsc.) - Discurso sobre a Descida ao [Sri] Lanka; texto do budismo MAHAYANA que enfatiza o despertar da não dualidade através da realização da natureza búdica.
LIN-CHI-TSUNG (chin.) - veja RINZAI-SHÛ.
LIU-TSU TA-SHIH FA-PAO-T'AN-CHING (chin.; jap. ROKUSO DAISHI HÔBÔDAN-GYÔ, DAN-GYÔ) - Discurso do Sexto Ancestral da Alta Plataforma do Tesouro do Dharma, ou simplesmente o Sutra da Plataforma; biografia do monge chinês HUI-NENG, sexto ancestral do ZEN na China.
LO-HAN (chin.) - veja ARHAT.
LOKAPALA (sânsc.) - protetor do mundo; imagens muito comuns na entrada dos grandes monastérios, como guardiões do templo.
LONGCHENPA (tib. KLONG CHEN PA) - lama tibetano (1308-1364) de grande importância para a transmissão dos ensinamentos DZOGCHEN da escola NYINGMA.
LÜ-TSUNG (chin.; RITSU[-SHÛ]) - Escola da Disciplina; escola fundada pelo monge chinês TAO-HSÜAN (596-667) com base nos ensinamentos da escola indiana DHARMAGUPTAKA.

M

MADHYAMAKA (sânsc.) - filosofia MAHAYANA do Caminho do Meio, fundada pelos monges NAGARJUNA (século II) e ARYADEVA (século III).
MADHYAMIKA (sânsc.) - Caminho do Meio; ensinamento da escola MADHYAMAKA.
MAHAKASHYAPA (sânsc.; páli MAHAKASSAPA; jap. DAIKASHÔ, MAKAKASHÔ) - um dos grandes discípulos do Buddha SHAKYAMUNI, considerado o primeiro ancestro do ZEN.
MAHAMUDRA (sânsc.; tib. CHAGYA CHENPO/ PHYAG RGYA CHEN PO) - Grande Sinal; principal ensinamento da escola tibetana KAGYÜ.
MAHAPARINIBBANA-SUTTA (páli) - texto do DIGHA-NIKAYA que relata os últimos anos da vida do Buddha SHAKYAMUNI.
MAHAPARINIRVANA-SUTRA (sânsc.) - coleção de textos do budismo MAHAYANA sobre a natureza búdica.
MAHAPRAJNAPARAMITA-HRIDAYA SUTRA (sânsc; jap. MAKA HANNYA HARAMITTA SHINGYÔ; tib. CHONDENDEMA SHERABKYI PARAROLTUCHINPE NYINGPO/ BDOM LDAN 'DAS MA SHES RAB KYI PHA ROL TU PHYING PA'I SNYING PO) - um dos principais e mais breves textos do PRAJNA-PARAMITA SUTRA, de grande importância para o budismo MAHAYANA.
MAHASANGHIKA (sânsc.) - Grande Comunidade; escola que se separou do grupo STHAVIRAVADA após o concílio de Pataliputra, precursora do budismo MAHAYANA.
MAHASIDDHA (sânsc.) - Grande Adepto; mestre dos ensinamentos VAJRAYANA, dotado com poderes sobrenaturais ou (SIDDHIS).
MAHASTAMAPRAPTA (sânsc.; chin.. SHIH-TZA; jap. SEISHI) - No budismo MAHAYANA, o bodhisattva que traz os seres ao conhecimento.
MAHAVAIROCHANA-SUTRA (sânsc; jap. DAINICHI-KYÔ) - Discurso do Grande Radiante; texto VAJRAYANA de grande importância para as escolas MI-TSUNG e SHINGON.
MAHAVASTU (sânsc.) - Grande Evento; texto da escola MAHASANGHIKA sobre a vida do Buddha SHAKYAMUNI, marcando uma transição para o budismo MAHAYANA.
MAHAYANA (sânsc.) - Grande Veículo; movimento surgido por volta dos séculos I-II que procura valorizar a libertação de todos os sers através da compaixão dos BODHISATTVAS.
MAHAYANA-SHRADDHOTPADA-SHASTRA (sânsc.) - Tratado sobre o Despertar da Fé no Mahayana; texto do budismo MAHAYANA dos séculos V-VI, atribuído a ASHVAGHOSHA (séculos I-II).
MAHINDA - monge missionário indiano (século III a.C.) enviado pelo rei ASHOKA ao Sri Lanka.
MAHISHASIKA - escola que se separou do grupo VIBHAJYAVADA (século II a.C.) e que originou a escola Dharmaguptaka.
MAITREYA (sânsc; chin. MI-LÜO; jap. MIROKU; tib. JAMPA/ BYAMS PA) - buddha do futuro, que deverá aparecer no mundo para restaurar o Dharma.
MAITREYANATHA - monge de historicidade contestada, que teria vivida na Índia entre os séculos IV-V e qe seria um dos fundadores da filosofia YOGACHARA.
MAITRI (sânsc.; páli METTA) - bondade; uma das quatro BRAHMA-VIHARA.
MAJJIMA-NIKAYA - Coleção Média; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
MAKA HANNYA HARAMITTA SHINGYÔ (jap.) - veja MAHAPRAJNAPARAMITA-HRIDAYA SUTRA.
MAKYÔ (jap.) - fenômenos ou distruções que podem ocorrer duarante a prática de ZAZEN.
MALA (sânsc.; jap. NENJU; tib. TRENGWA/ PHRENG BA) - rosário de 108 contadios para recitação de MANTRAS, DHARANIS, NENBUTSU etc.
MANDALA (sânsc.; jap. MANDARA; tib. KYILKHOR/ DKYIL 'KHOR) - diagrama circular do budismo VAJRAYANA, representado a consciência iluminada como uma dimensão pura.
MANJUSHRI (sânsc; chin. WEN-SHU; jap. MONJU; tib. JAMPEL/ 'JAM DPAL) - no budismo MAHAYANA, o BODHISATVA da sabedoria (sânsc. PRAJNA).
MANTRA (sânsc.; jap. SHINGON; tib. NGAG/ SNGAGS) - no budismo VAJRAYANA, série de sílabas que representam a fala iluminada.
MANTRAYANA (sânsc.) - Caminho do Mantra, VAJRAYANA.
MANUSHYA (sânsc.) - humano; um dos seus GATI.
MARA (sânsc. e páli) - demônio da ignorância, do apego.
MARGHA (sânsc.; páli MAGGA) - caminho (para a cessação do sofrimento); uma da QUATRO VERDADES NOBRES.
MARPA LOTSAWA (tib. MAR PA LO TSA BA) - tradutor tibetano (1012-1097), discípulo NAROPA e mestre do poeta MILAREPA; seus ensinamentos MAHAMUDRA foram passaram a ser transmitidos pela escola tibetana KAGYÜ.
MAUDGALYAYANA (sânsc.; páli MOGGALANA) - um dos grandes discípulos do Buddha SHAKYAMUNI.
MAYA (sânsc.) - ilusão, aparência, decepção, delusão.
MIKKYÔ (jap.) - Ensinamento Secreto, VAJRAYANA.
MILAM (tib. RMI LAM) - sonho; uma das seis yogas de Napora (tib. NARO CHÖDRUG).
MILAREPA (tib. MI LA RAS PA) - poeta tibetano (1025-1035), recebeu os ensinamentos MAHAMUDRA do tradutor MARPA e foi mestre do monge GAMPOPA, fundados da escola tibetana KAGYÜ.
MILINDAPANHA (páli) - Questões de Milinda; texto da escola THERAVADA com o diálogo ente o rei Milinda (ou Menandro, século I a.C.) e o monge Nagasena.
MI-LO-FO (chin.) - Buddha da Felicidade; representação do monge ZEN chinês Pu-tai (século X), considerado uma encarnação do bodhisattva MAITREYA.
MIROKU (jap.) - veja MAITREYA.
MI-TSUNG (chin.) - Escola dos Segredos; escola VAJRAYANA chinesa, fundada no século VII pelos indianos Shuvhakarasimha (chin. Shan-wu-wei, 637-735), Vajrabodhi (chin. Chin-kung-chih, 663-723) e Amoghavajra (chin. Pu-k'ung, 705-774); deu origem à escola japonesa SHINGON.
MOKUGYÔ (jap.) - peixe de madeira; no budismo japonês, tambor utilizado para recirar marcar a recitação dos SUTRAS.
MONDÔ (jap.) - pergunta e resposta; diálogo entre um mestre ZEN e um discípulo.
MONJU (jap.) - veja MANJUSHRI.
MUDITA (sânsc. e páli) - alegria; uma da quatro BRAHMA-VIHARAS.
MUDRA (sânsc.; chin. YIN; jap. INZÔ; tib. CHAGYA/ PHYAG RGYA) - sinal; gesto simbólico.
MUMONKAN (jap.) - veja WUI-MEN-KUAN.
MYOHÔ-RENGE-KYÔ (jap.) - veja SADDHARMA-PUNDARIKA SUTRA.

N

NADI (sânsc.; tib. TSA/ RTSA) - canais de energia pelos quais circula o PRANA.
NAGA (sânsc.; chin. LONG; jap. RYÛ; tib. LU/ KLU) - dragão aquáticp com corpo de serpendte e cabeça humana.
NAGARJUNA (sânsc.; tib. LUDRUB/ KLU SGRUB; jap. RYÛJUN) - monge indiano (séculos II-III), fundador da filosofia MADHYAMAKA.
NALANDA - universidade monástica indiana, fundada por volta do século II e destruída pelos muçulmanos entre os séculos XII-XIII.
NARAKA (sânsc.; páli NIRAYA) - inferno; um dos seis GATI.
NARO CHÖDRUG (tib. NA RO CHOS DRUG) - Seis Yogas de NAROPA; ensinamentos VAJRAYANA do mahasiddha indiano NAROPA que foram transmitidos ao tradutor tibetano MARPA; chama interior (TUMO), corpo ilusório (GYULÜ), sonho (MILAM), clara luz (ÖSEL), estado intermediário (BARDO) e transferência de consciência (PHOWA).
NAROPA (tib. NA RO PA) - mahasiddha indiano (1016-1100), discípulo de TILOPA e mestre do tradutor MARPA.
NEHAN (jap.) - veja NIRVANA.
NENBUTSU (jap.) - recitação do nome do Buddha AMITABHA (Amida); prática das escola JÔDO-SHÛ e JÔDO-SHINSHÛ.
NGÖNDRO (tib. SNGON 'GRO) - práticas preliminares do budismo VAJRAYANA
NICHIREN - monge japonês (1222-1282), fundador da escola NICHIREN-SHÛ.
NICHIREN[-SHÛ] - Escola do Lótus do Sol; escola japonesa fundada pelo monge NICHREN, baseada no Sutra do Lótus (SADDHARMA-PUNDARIKA SUTRA).
NIKAYA (páli) - coleção dos discursos de Buddha (SUTTA): DIGHA-NIKAYA, MAJJHIMA-NIKAYA, SAMYUTTA-NIKAYA, ANGUTTARA-NIKAYA, KHUDDAKA-NIKAYA.
NIRMANAKAYA (sânsc.) - corpo de emanação; veja TRIKAYA.
NIRODHA (sânsc.) - cessação (do sofrimento); uma das QUATRO VERDADES NOBRES.
NIRVANA (sânsc.; páli NIBBANA; jap. NEHAN; tib. MYANGENLEDEPA/ MYA NGAN LAS 'DAS PA) - extinção do sofrimento.
NIRVANA (sânsc.) - nome de um ramo do budismo chinês, originado o século V, centralizado nos ensinamentos do MAHAPARINIRVANA SUTRA.
NYINGMA[-PA] (tib. RNYING MA [PA]) - Escola Antiga; escola VAJRAYANA tibetana surgida a partir dos ensinamentos DZOGCHEN dos indianos PAADMASAMBHAVA, VIMALAMITRA e VAIROCHANA (século VIII).
NYORAI (jap.) - veja TATHAGATA.

O

ÔBAKU (jap.) - escola ZEN japonesa linhagem RINZAI.
ODDYANA (sânsc.; tib. ORGYEN/ tib. O RGYAN) - região no vale do Swat, entre o Afeganistão e o Paquistão, onde teriam surgido os TANTRAS dos budismo VAJRAYANA.
ÔRYÔ[-HA] (jap.; chin. HUAN-LUNG-PA'I) - linhagem da escola RINZAI, pertencente ao GOKE-SHICHISHÛ do budismo ZEN; foi introduzida no Japão pelo monge EISAI ZENJI.
ORYÔKI (jap.) - no budismo ZEN, refeição silenciosa.
ÖSEL (tib. 'OD GSAL) - clara luz; uma das seis yogas de Naropa (NARO CHÖDRUG).
OTERA (jap.) - veja TERA.

P

PADMA (sânsc.; tib. PEMA/ PAD MA) - flor de lótus; um dos oito SÍMBOLOS AUSPICIOSOS, representando a pureza.
PADMASAMBHAVA (sânsc.; tib. PEMAJUNGNE/ PAD MA 'BYUNG NAS) - também conhecido como o GURU RINPOCHE (Mestre Precioso), um dos introdutores do budismo no Tibet (século VIII), considerado fundador da escola NYIGNMA.
PADMASANA (sânsc.) - postura do lótus. Veja KEKKA-FUZA.
PAGODE - veja STUPA.
PAI-LIEN[-TSUNG] (chin.) - Escola do Lótus Branco; escola TERRA PURA chinesa, fundada pelo monge Mao Tzu-yuan (século XII).
PÁLI - dialeto indiano derivado do sânscrito; a língua do cânone da escola THERAVADA.
PANCHEN LAMA (tib. PAN CHEN BLA MA) - título honorífico dado pelo quinto DALAI LAMA (1617-1682) ao abade do monastério tibetano Tashilhunpo.
PARAMARTHA - tradutor indiano (499-569), responsável pela versão chinesa de 278 volumes de textos budistas.
PARAMITA (sânsc.) - perfeição; no budismo MAHAYANA, seis atitudes de um BODHISATTVA: generosidade (DANA), ética (SHILA), paciência (KSHANTI), esforço (VIRYA), concentração (DHYANA) e sabedoria (PRAJNA).
PARINIRVANA (sânsc.; páli PARINIBBANA) - extinção final do sofrimento, NIRVANA final.
PATRICARCA - fundador de uma escola ou um de seus sucessores na linhagem de transmissão de ensinamentos.
PHOWA (tib. 'PHO BA) - transferência de cosnciência; uma das seis yogas de Naropa (NARO CHÖDRUG).
PHURBA (tib. PHUR PA) - no budismo VAJRAYANA, faca que simboliza a eliminação do apego ao eu, a transmutação das energias negativas através da compaixão.
PRAJNA (sânsc.; páli PANNA; jap. HANNYA; tib. SHERAB/ SHES RAB) - sabedoria; uma das seis PARAMITAS.
PRAJNAPARAMITA SUTRA (sânsc.) - Discurso sobre a Perfeição da Sabedoria; coleção de aproximadamente 40 textos do budismo MAHAYANA, inclunindo o Sutra do Coração (MAHAPRAJNAPARAMITA-HRIDAYA SUTRA) e o Sutra do Diamante (VAJRACHCHEDIKA-PRAJNAPARAMITA SUTRA).
PRANA (sânsc.; tib. LUNG/ RLUNG) - vento de energia sutil.
PRATIMOKSHA (sânsc.; páli PATIMOKKHA) - libertação individual.
PRATITYA-SAMUTPADA (sânsc; páli PARICHCHA-SAMUTPADA) - surgimento interdependente.
PRATYEKA-BUDDHA (sânsc; páli PACHCHEKA-BUDDHA) - realizador solitário; ARHAT que alcança o NIRVANA solitariamente.
PRETA (sânsc.; páli PETA) - fantasma faminto, espírito carente; um dos seis GATI.
PUDGALAVADA (sânsc.) - veja VATSIPUTRIYA.
P'U-HSIAN (chin.) - veja SAMANTABHADRA.
PUJA (sânsc.) - serviço religioso.
PUNYA (sânsc.) - mérito, virtude.
PU-TAI - monge ZEN chinês (séc. X), considerado uma encarnação do bodhisattva MAITREYA e geralmente representado como o Buddha da Felicidade (MI-LO-FO).
P'U-T'I-TA-MO (chin.) veja BODHIDHARMA.

Q

QUATRO VERDADES NOBRES (sânsc. ARYASATTVA; páli ARYASATTA) - os ensinamentos básicos do budismo; as verdades do sofrimente (DUHKHA), da causa (SAMUDAYA), da cessação (NIRODHA) e do caminho (MARGHA).

R

RAHULA - filho do Buddha SHAKYAMUNI.
RAKAN (jap.) - veja ARHAT.
RAKUSU (jap.) - no budismo ZEN, pequeno KESA retangular, conferido aos monges e leigos ao receberem a ordenação.
RATNASAMBHAVA (sânsc.) - um dos cinco DHYANI-BUDDHAS.
REALIZAR - conceber de maneira nítida, perceber como realidade.
RIME (tib. RIS MED) - movimento anti-sectarista do budismo tibetano, surgido no século XIX.
RINPOCHE (tib. RIN PO CHE) - precioso; título honorífico tibetano, dado a grandes lamas e professores.
RINZAI[-SHÛ] (jap.; chin. LIN-CHI-TSUNG) - uma das escolas do budismo ZEN japonês, dividida em duas linhagens (YÔGI e ÔRYÔ); enfatiza a prática do KÔAN.
RITSU[-SHÛ] (jap.) - Escola da Disciplina; escola japonesa, fundada pelo monge chinês CHIEN-CHEN (jap. GANJIN) em 754, com base na escola chinesa LÜ-TSUNG.
RÔHATSU-SESSHIN (jap.) - retiro ZEN, tradicionalmente feitos nos oito primeiros dias de dezembro para celebrar o dia da iluminação do Buddha Shakyamuni (8 de dezembro).
RÔSHI (jap.) - venerável mestre; título honorífico dos mestres ZEN japoneses.

S

SADDAHRMA-PUNDARIKA SUTRA (jap. MYOHÔRENGE-KYÔ) - Discurso do Lótus do Dharma maravilhoso; texto do budismo MAHAYANA, de central importância para as escolas TENDAI e NICHIREN.
SADHANA (sânsc.) - texto que descreve uma liturgia, especialmente utilizado no budismo VAJRAYANA.
SAICHÔ - monge japonês (767-822) que fundou a escola TENDAI com base nos ensinamentas da escola chinesa T'IEN-T'AI e elementos das escolas HUA-YEN e MI-TSUNG.
SAKYA[-PA] (tib. SA SKYA [PA]) - escola VAJRAYANA tibetana responsável pela transmissão dos ensinamentos LAMDRE.
SAMADHI (sânsc; jap. ZANMAI) - concentração, meditação; estado mental não-dualista, calmo e concentrado; uma das seis PARAMITAS.
SAMANTABHADRA (sânsc; chin. PU-HSIAN; jap. FUGEN; tib. KUNTUZANGPO/ KUN TU BZAN PO) - No budismo MAHAYANA, o BODHISATTVA das oferendas supremas e protetor dos professores do DHARMA; na escola NYINGMA do budismo VAJRAYANA tibetano, o buddha primordial (ADI-BUDDHA), que representa o DHARMAKAYA.
SAMBHOGAKAYA (sânsc.; tib. LONGCHÖPEKU/ LONGS SPYOD PA'I SKU) - veja TRIKAYA.
SAMSARA (sânsc.) - existência cíclica, na qual todos os seres estão sujeitos a constantes renascimentos e sofrimentos.
SAMU (jap.) - serviço, trabalho.
SAMUDAYA (sânsc.) - causa; uma das QUATRO VERDADES NOBRES.
SAMYAK-SAMBUDDHA (sânsc.; páli SAMMA-SAMBUDDHA) - completamente iluminado.
SAMYUTTA-NIKAYA (páli) - Coleção Agrupada; uma das seções do SUTTA-PITAKA.
SAN-CHIEH-CHIAO (chin.) - Escola dos Três Estágios; escola chinesa dos períodos Sui (584-618) e T'ang (618-907).
SANBÔ (jap.) - veja TRIRATNA.
SANDÔKAI (jap.) - veja T'SAN-T'UNG-CH'I.
SANGAI (jap.) - veja TRILOKA.
SANGHA (sânsc. e páli; jap. SÔ; tib. GEDÜN/ DGE 'DUN) - comunidade budista, formado pelos monges, monjas, noviços, noviças, leigos e leigas; uma das Três Jóias (TRIRATNA).
SANGYE (tib. SANGS RGYAS) - veja BUDDHA.
SAN-LUN (chin.; jap. SANRON) - Escola dos Três Tratatos; escola chinesa derivada da filosofia indiana MADHYAMAKA.
SANPAI (jap.) - três prostrações.
SANRON (jap.) - escola japonesa, fundada pelo monge coreano EKWAN em 625, derivada da escola chines SAN-LUN.
SARVASTIVADA (sânsc.) - Tudo Existe; escola que se separou do grupo STHAVIRADA durante a época do rei ASHOKA.
SATORI (jap.) - veja BODHI.
SATYASIDDHI (sânsc.; chin. CH'ENG-SHIH; jap. JÔJITSU) - principal texto das escolas CH'ENG-SHIH e JÔJITSU, escrito pelo monge indiano HARIVARMAN no século IV.
SAUTRANTIKA - escola surgida a partir da SARVASTIVADA indiana por volta de 150; seu ensinamento é baseado no VINAYA-PITAKA e no SUTRA-PITAKA, rejeitando os ABIDHARMA-PITAKA.
SEISHI (jap.) - veja MAHASPAMAPRAPTA.
SEKITÔ KISEN (jap.) - veja SHIH-T'OU HSI-CH'IEN.
SENG-CHAO - monge chinês (374/8 -414) da escola SAN-LUN, renomado pensador e escritor.
SESSHIN (jap.) - retiro ZEN.
SHAKYA (sânsc.; páli SAKKA) - clã nobre da antiga Índia, no qual nasceu o Buddha histórico, SHAKYAMUNI.
SHAKYAMUNI (sânsc.; páli ) - Sábio dos Shakyas; o Buddha histórico, Siddharta Gautama.
SHAMAHA-VIPASHYANA (sânsc.; chin. CHIH-KUAN; jap. SHIKAN) - meditação de permanência serena (SHAMATHA) e discernimento superior (VIPASHYNA).
SHAMBHALA (sânsc.) - reino mítico da Índia, onde teriam se originado os ensinamentos tântricos de Kalachakra do budismo VAJRAYANA.
SHANTIDEVA - monge indiano (séculos VII-VIII) da filosofia MADHYAMAKA, autor de livros sobre o budismo MAHAYANA.
SHAO-LIN[-SSU] (chin.; jap. SHÔRIN-JI) - monastério chinês, construído em 477, onde BODHIDHARMA se fixou e iniciou o budismo ZEN na China.
SHARIPUTRA (páli SARIPUTTA) - um dos principais discípulos do Buddha SHAKYAMUNI.
SHASTRA (sânsc.) - tratado sobre filosofia MAHAYANA.
SHIGUSEIGAN (jap.) - quatro grandes votos do bodhisattva; salvar todos os seres, eliminar todas as ilusões, penetrar em todos os DHARMAS realizar o caminho de BUDDHA.
SHIH-T'OU HSI-CH'IEN (chin. jap. SEKITÔ KISEN) - monge ZEN chinês (864-949), autor do TS'ANG-T'UNG-CHIH (jap. SANDÔKAI).
SHIH-TZA (chin.) - veja MAHASTAMAPRAPTA.
SHIKAN (jap.) - veja SHAMATHA-VIPASHYANA.
SHIJANTAZA (jap.) - sentar-se apenas; ZAZEN.
SHILA (sânsc.; páli SILA) - ética, preceitos; uma das seis PARAMITAS.
SHINGON[-SHÛ] - (jap.) - Escola da Palavra Verdadeira; escola VAJRAYANA japonesa fundada pelo monge KÛKAI (774-835), com base nos ensinamento da escola MI-TSUNG chinesa.
SHINRAN - monge japonês (1173-1262), que fundou a escola JÔDO-SHINSHÛ a partir dos ensinamentos da escola JÔDO-SHÛ.
SHIN[-SHÛ] - veja JÔDO-SHINSHÛ.
SHÔBÔ-GENZÔ (jap.) - Tesouro do Olho do Dharma Verdadeiro; principal obra do monge ZEN japonês DÔGEN ZENJI.
SHÔRIN[-JI] (jap.) - veja SHAO-LIN-SSU.
SHRAVAKA (sânsc.) - ouvinte; ARHAT que alcançou o NIRVANA através dos ensinamentos do Buddha SHAKYAMUNI.
SHUNYA (sânsc.; páli SUNNA; jap. KÛ; tib. TONGPA/ STONG PA) - vazio; ausência de uma existência inerente, independente.
SHUNYATA (sânsc. STONG PA NYID) - vacuidade.
SIDDHARTA GAUTAMA (sânsc.; páli SIDDHATTA GOTAMA) - o fundador do budismo, o BUDDHA histórico (563 - 483 a.C.).
SIDDHI (sânsc.) - no budismo VAJRAYANA, poderes sobrenaturais surgidos a partir do controle do corpo e da mente.
SÍMBOLOS AUSPICIOSOS (sânsc. ASHTANGA-MANRGA) - oito símbolos, representando a dignidade (pára-sol), o poder (peixes), a vitória mundana (concha), a pureza (lótus), a imortalidade (vaso), a vitória espiritual (estandarte), a eternidade (nó sem fim) e o ensinamento do Buddha (roda do DHARMA).
SKANDHA (sânsc.; páli KHANDA) - agregados que constituem a realidade; forma, sensação, percepção, vontade e consciência.
SÔJI-JI - um dos principais monastérios da escola SÔTÔ do budismo ZEN japonês.
SÔTÔ[-SHÛ] (jap.; chin. TS'AO-TUNG[-TSUNG]) - uma das principais escolas ZEN do Japão, fundada por DÔGEN ZENJI (1200-1253) com base na escola TS'AO-TUNG-TSUNG chinesa; enfatiza a prática do ZAZEN.
STHAVIRAVADA (sânsc.) - escola que se separou do grupo MAHASANGHIKA após do concílio de Pataliputra.
STHIRAMATI - filósofo indiano (séc. VI) da escola YOGACHARA.
STUPA (sÂsnc.; páli THUPA; tib. CHÖRTEN/ CHOS RTEN) - relicário para guardar restos mortais dos grandes mestres.
SUBHUTI - um dos principais discípulos do Buddha SHAKYAMUNI.
SUKHAVATI - TERRA PURA do Buddha AMITABHA.
SUTRA (sânsc.; páli SUTTA; jap. KYÔ; tib. DO/ MDO) - discurso de Buddha.
SUTRA-PITAKA (sânsc.; páli SUTTA-PITAKA) - Cesto dos Discursos; parte do TRIPITAKA.
SVABHAVA (sânsc.) - existência inerente.
SWASTIKA (sânsc.) - na Ásia, símbolo milenar de boa sorte e felicidade, sem qualquer relação com o nazismo.

T

T'AI-HSU - monge chinês (1889-1947) que ajudou a revitalizar o budismo na China.
TAISHÔ ISSAIKYÔ (jap.) - edição do TRIPITAKA chinês no Japão.
TAN (jap.) - no budismo ZEN, plataforma de madeira onde se pratica ZAZEN.
TANTRA (sânsc.; tib. GYÜ/ RGYUD) - no budismo VAJRAYANA, textos esotéricos com doutrinas especiais para a transformação da mente.
TAO-AN - monge chinês (312-385), pioneiro do budismo na China.
TARA (sânsc.; jap. TARANI BOSATSU; tib. DRÖLMA/ SGROL MA) - no budismo MAHAYANA, bodhisattva feminina da compaixão, muito venerada no budismo tibetano.
TARIKI (jap.) - poder do outro (o poder do Buddha AMITABHA para alcançar a iluminação); oposto de JIRIKI.
TATHAGATA (jap. NYORAI) - perfeito.
TEISHÔ (jap.) - ensinamento ZEN.
TENDAI[-SHÛ] - escola japonesa fundada pelo monge SAICHÔ com base nos ensinamentos da escola chinesa T'IEN-T'AI.
TENGYUR (tib. BSTAN 'GYUR) - veja KANGYUR TENGYUR.
TERA (jap.) - templo ou monastério budista.
TERMA (tib. GTER MA) - tesouro; no budismo VAJRAYANA, texto escondido para ser descorberto por um TERTÖN no tempo apropriado.
TERRA PURA - no budismo MAHAYANA, reino búdico associado aos DHYANI-BUDDHAS.
TERTÖN (tib. GTER STON)- no budismo VAJRAYANA, descobridor de TERMAS.
THANGKA (tib. THANG KA) - pintura budista tibetana.
THERAVADA (páli) - Ensinamentos dos Antigos; escola do grupo STHAVIRA fundada pelo monge Moggaliputta Tissa.
T'IEN-T'AI (chin.; jap; TENDAI) - Escola da Plataforma Celestial; escola fundada pelo monge chinês CHIH-I (538-597) com base nos ensinamentos do Sutra do Lótus (SADDHARMA-PUNDARIKA SUTRA).
TILOPA (tib. TI LO PA) - mahasiddha indiano (989-1069) que trasmitiu os ensinamentos MAHAMUDRA ao seu discípulo NAROPA; sua linhagem deu origem à escola tibetana KAGYÜ.
TI-LUN (chin.) - Escola dos Tratados dos Estágios; escola chinesa baseada na filosofia indiana YOGACHARAl foi predecessora da escola HUA-YEN.
TITYAK (sânsc.) - animais; um os dos seis GATI.
T'I-T'SANG (chin.)- veja KSHITIGARBHA.
TRÊS JÓIAS - veja TRIRATNA.
TRÊS PILARES DO ZEN - grande resolução (DAIFUNSHI), grande raiz de fé (DAISHIKAI) e grande dúvida (DAIGIDAN).
TRÊS RAÍZES (tib. TSAWESUM/ RTA BA'I GSUM) - os três objetos de refúgio do budismo VAJRAYANA; o mestre (GURU), a divindade meditacional (YIDAM) e a DAKINI.
TRÊS REFÚGIOS - veja TRIRATNA.
TRIKAYA (sânsc.) - no budismo MAHAYANA, os três corpos do buddha; corpo do Dharma (DHARMAKAYA), corpo do êxtase completo (SAMBHOGAKAYA) e corpo da emanação (NIRMANAKAYA).
TRILAKSHANA (sânsc.; páli TILAKKHANA) - três ramos que caracterizam o samsara; impermanência (ANITYA), sofrimento (DUHKHA) e não-eu (ANATMAN).
TRIPITAKA (sânsc.; páli TIPITAKA) - Três Cestos; cânone budista, formado pelo Cesto das Disciplinas (VINAYA-PITAKA), Cesto dos Discursos (SUTRA-PITAKA) e e Cesto dos Ensinamentos Especiais (ABIDHARMA-PITAKA).
TRIRATNA (sânsc.; páli TIRATNA; jap. SANBÔ; tib. KÖNCHOGSUM/ DKON MCHOG GSUM) - Três Jóias, Três Preciosos; os três refúgios do budismo: o iluminado (BUDDHA), o ensinamento (DHARMA) e a comunidade budista (SANGHA).
TRISHARANA (sânsc.; páli TISARANA) - Três Refúgios, TRIRATNA.
TS'ANG-T'UNG-CHIH (chin.; jap. SANDÔKAI) - Identidade do Relativo e do Absoluto; poema do monge ZEN chinês SHIH-T'OU HSI-CH'IEN (jap. SEKITÔ KISEN).
TS'AO-SHAN PEN-CHI (chin.; jap. SÔZAN HONJAKU) - monge ZEN japonÊs (840-901), um dos fundadores da linhagem TS'AO-TUNG[-TSUNG] (SÔTO[-SHÛ]).
TS'AO-TUNG[-TSUNG] (chin.; jap. SÔTÔ[-SHÛ]) - escola ZEN chinesa, fundada por TUNG-SHAN LING-CHIEH (jap. TÔZAN RYÔKAI) e TS'AO-SHAN PEN-CHIH (jap. SÔZAN HONJAKU), introduzida no Japão pelo monge EIHEI DÔGEN.
TSO-CH'AN (chin.) veja ZAZEN.
TSONGKHAPA (tib. TSONG KHA PA) - monge tibetano (1357-1419), também conhecido como JE RINPOCHE, fundador da escola GELUG e criador dos ensinamentos LAMRIM.
TSUNG-MI - monge chinês (780-841), último patriarca da escola chinesa HUA-YEN.
TÜLKU (tib. SPRUL SKU) - corpo de emanação, SAMBHAGAKAYA; no budismo tibetano, pessoa reconhecida como o renascimento de um LAMA falecido,.
TUMO (tib. GTUM MO) - chama interior; uma das seis yogas de Naropa (NARO CHÖDRUG).
TU-SHUN - monge chinês (557-640), primeiro patriarca da escola HUA-YEN.

U

UNMEM[-SHÛ] (jap.) - escola ZEN japonesa, derivada da esola YUN-MEN[-TSUNG] chinesa.
UNMON BEN'EN (jap.) - veja YUN-MEN WEN-YEN.
UNSUI (jap.) - noviço ZEN.
UPALI - um dos principais discípulos de Buddha, recitador do VINAYA-PITAKA.
UPASAKA (sânsc.) - leigo.
UPASIKA (sânsc.) - leiga.
UPAYA (sânsc.) - método, meios hábeis.
UPEKSHA (sânsc.; páli UPEKKA) - equaniminidade; uma das quatro BRAHMA-VIHARAS.

V

VAIBHASHIKA (sânsc.) - filosofia derivada da escola SARVASTIVADA.
VAIROCHANA (sânsc.; jap. DAINICHI NYORAI) - um dos cinco DHYANI-BUDDHAS, muito venerado pela escola japonesa SHINGON.
VAJRA (sânsc.; jap. KONGÔ-SHO; tib. DORJE/ RDO RJE) - diamante; símbolo do vazio indestrutível
VAJRACHCHEDIKA-PRAJNAPARAMITA SUTRA (jap. KONGÔ-KYÔ) - Discurso do Cortador Adamantino da Perfeição da Sabedoria; texto do budismo MAHAYANA, integrante do PRAJNAPARAMITA SUTRA.
VAJRADHARA (sânsc.; tib. DORJECHANG/ RDO RJE 'CHANG) - Detentor do VAJRA; no budismo VAJRAYANA, o buddha da mente pura, o aspecto SAMBHOGAKAYA do Buddha.
VAJRADHARMA (sânsc.; tib. DORJECHÖ/ RDO RJE CHOS) - Ensinamento VAJRA; no budismo VAJRAYANA, o buddha da fala pura.
VAJRASATTVA (sânsc.; tib. DORJE SEMPA/ RDO RJE SEMS DPA') - Ser VAJRA; no budismo VAJRAYANA, o buddha do corpo puro, associado à purificação.
VAJRAYANA (sânsc.; tib. DORJETEPA/ RDO RJE THEG PA) - Veículo de Diamante; forma esotérica do budismo MAHAYANA, baseada nos ensinamentos dos TANTRAS.
VASUBANDHU - monge indiano da escola SARVASTIVADA que teria vivido pro volta dos séculos IV-V
VATSIPUTRIYA - escola surgida por volta de 240 a.C. a partir da do grupo STHAVIRAVADA; também conhecida como PUDGALAVADA.
VIBHAJYAVADA - escola surgida por volta de 240 a.C. a partir do grupo STHAVIRAVADA; deu origem às escolas MAHISHASIKA e THERAVADA.
VIJNANAVADA (sânsc.) - veja YOGACHARA.
VIMALAKIRTI-NIRDESHA SUTRA (sânsc.) - Discurso de Vimalakirti; texto do budismo MAHAYANA escrito por volta do século II.
VINAYA-PITAKA - (sânsc.) - Cesto das Disciplinas; parte do TRIPITAKA.
VIPASHYANA (páli VIPASSANA) - veja SHAMATHA-VIPASHYANA.
VIRYA (sânsc. e páli) - esforço; uma das seis PARAMITAS.
VISUDDHI-MAGGA (páli) - Caminho da Pureza; texto da escola THERAVADA escrito pelo monge BUDDHAGHOSSA no século V.

W

WAKA (jap.) - poema japonês de 31 sílabas.
WATO (jap.) - ponto crucial de um KÔAN.
WEN-SHU (chin.) - veja MANJUSHRI.
WEN-TU (chin.) - veja MONDÔ.
WON (cor.) - círculo; movimento budista coreano fundado pro Soe-tae San (1891-1943).
WU (chin.) - veja BODHI.
WU-MEN-KUAN (chin.; jap. MUMONKAN) - Portão sem Portão; coletânea de 48 KÔANS, compilados pelo monge chinês WU-MEN HUI-K'AI.
WU-MEN HUI-K'AI (chin.; jap. MUMON EKAI) - monge ZEN chinês (1183-1260) da linhagem YÔGI da escola RINZAI, autor do WU-MEN-KUAN.

Y

YAB-YUM (tib. YAB YUM) - pai-mãe; no budismo VAJRAYANA tibetano, representação simbólica da inseparabilidade dos meios hábeis (UPAYA) e da sabedoria (PRAJNA).
YAKUSHI NYORAI (jap.) - veja BHAISHAJYAGURU.
YAMA - na mitologia indiana, o demônio da morte.
YASODHARA - a esposa de SIDDHARTA GAUTAMA,
YESHE TSOGYEL (tib. YE SHES MTSHO RGYAL) - consorte tibetana (757-817) do mahasiddha PADMASAMBHAVA.
YIDAM (sânsc. ISHTA-DEVATA; tib. YID DAM) - Mente de Compromisso; no budismo VAJRAYANA, divindade meditacional visualizada durante as práticas (SADHANAS).
YOGA (sânsc.) - união, ligação.
YOGACHARA (sânsc.) Aplicação de Yoga; também conhecida como VIJNANAVADA, filosofia MAHAYANA fundada pelos monges ASANGA e VASUBANDHU, baseada no ensinamento do CHITTAMATRA.
YOGACHARA-BHUMI SHASTRA (sânsc.) - Tratado sobre os Estágios da Aplicação de Yoga; principal texto da filosofia YOGACHARA, escrito pelo monge ASANGA.
YÔGI[-HA] - (chin. YANG-CH'I-P'AI) - linhagem da escola ZEN japonesa RINZAI, fundada pelo monge chinês YANG-CH'I FANG-HUI (jap. YÔGI HÔE) e pertencente ao GOKE-SHICHISHÛ.
YUN-MEN[-TSUNG] - escola ZEN fundada pelo monge chinês YUN-MEN WEN-YEN; deu origem à escola UNMEI[-SHÛ] no Japão.
YUN-MEN WEN-YEN (chin.; jap. UNMON BEN'EN) - monge ZEN chinês (864-949), fundador da escola YUN-MEN[-TSUNG] (jap. UNMON[-SHÛ]).

Z

ZABUTON (jap.) - almofada quadrada sobre a qual se coloca o ZAFU.
ZAFU (jap.) - almofada redonda para a prática do ZAZEN.
ZANMAI (jap.) - veja SAMADHI.
ZAZEN (jap.; chin. TSO-CH'AN) - Sentar-se Zen; meditação do budismo ZEN, sem pensamentos ou objetos.
ZEN (jap.; sânsc. DHYANA; chin. CH'AN) - meditação; uma das principais escolas do budismo MAHAYANA.
ZENDÔ (jap.) - sala onde se pratica ZAZEN.


Notas sobre a transliteração

As palavras em sânscrito e páli foram transcritas de maneira simplificada, sem os sinais gráficos geralmente utilizados pelos eruditos. O chinês e o japonês estão transcritos respectivamente pelos sistemas Wade-Giles e Hepburne. O tibetano aparece com a pronúncia aproximada e com transliteração Turrel Wylie.


Para as palavras em páli, sânscrito, japonês e tibetano:

CH é pronunciado como TCH
GE, GI, GYA etc. são pronunciados como GUE, GUI, GUIA etc.
HA, HE, HI etc. são pronuniados como RRA, RRE, RRI etc. mesmo quandro precedidos de uma consoante
JA, JE, JI etc. são pronunciados como DJA, DJE, DJI etc.
RA, RE, RI etc. são pronunciados com som fraco (como na palavra em caRA), mesmo no início da palavra
SA, SE, SE etc. são pronunciados como SSA, SSE, SSI etc.
Ö e Ü são pronunciados como na língua alemã.
Em palavras japonesas, EI, Ô e Û são pronunciados de maneira longa, EE, OO, UU.

Em palavras tibetanas, DR e TR são retroflexos, pronunciados com a ponta da língua no céu da boca.


Em palavras chinesas, a transliteração Wade-Giles usa as seguintes convenções:

CH é pronunciado como DJ
E é pronunciado como Â
J é pronunciado como RR
K é pronunciado como G
K' é pronunciado como K
P é pronunciado como B
P' é pronunciado como P
T é pronunciado como D
T' é pronunciado como T
TS é pronunciado como DZ
TS' é pronunciado como TS
HS é pronunciado como SH


Exemplos:

ARHAT (sânsc.) - pronuncia-se AR-RRAT
BODHISATTVA (sânsc.) - pronuncia-se BOD-RRI-SAT-TVA
BUDDHA (sânsc. e páli) - pronunia-se BUD-DRRA
BODHICHITTA (sânsc.) - pronuncia-se BOD-DRRI-TCHIT-TA
CHING-T'U-TSUNG (chin.) - pronuncia-se DJI-TU-DZUNG
DHAMMA (páli) - pronuncia-se DRRÁM-MA
DÔGEN ZENJI (jap.) - pronuncia-se DOO-GUEN ZEN-DJI
EIHEI-JI (jap.) - pronuncia-se EE-RREE-DJI
GANTHA (sânsc.) - pronuncia-se GANT-RRA
KUAN-HSI-YIN (chin.) - pronuncia-se GUAN-SHI-YIN
P'U-T'I-TA-MO (chin.)- pronuncia-se PU-TI-DA-MO
PU-SA (chin.) - pronuncia-se BU-SSA
RINPOCHE (tib.) - pronuncia-se RIN-PO-TCHE; o RI é pronunciado como na palavra caRInho
SANGYE (tib.) - pronuncia-se SAN-GUIE
PHOWA (tib.) - pronuncia-se PRRO-WA
PHURBA (tib.) - pronuncia-se PRRUR-BA
SANGHA (sânsc.) - pronuncia-se SÁNG-RRA
T'I-TS'ANG (chin.) - pronuncia-se TI-TSÁNG
TSO-CH'AN (chin.) - pronuncia-se DZO-TCHÁN
WU-MEN-KUAN (chin.) - pronuncia-se WU-MÂN-GUÁN
Dharma Net